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Luciana Albino


Arquiteta & Urbanista

CREA/SC 105541-3


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Tipos de lâmpadas (1)

Segunda, 02 de maio de 2011

Já vimos como um bom projeto de iluminação pode fazer a diferença em nossos espaços. Agora iremos tratar sobre o tipo de lâmpada utilizado. Vários são os oferecidos no mercado, e cada um apresenta uma característica própria. Apresentaremos inicialmente três conceitos importantes para o entendimento e, na sequência, os tipos de lâmpadas.

O conceito primordial, controverso entre diferentes autores, nos diz o que é a "luz". A teoria mais aceita é a que define luz como "forma de energia radiante". Sendo uma forma de energia, é importante saber como mensurá-la. Uma das grandezas usadas é conhecida por "lumen", o que nos dá a medida de "fluxo luminoso", ou seja, é a radiação total da fonte luminosa. Este conceito apresenta a medida da quantidade de energia. Aliando este conceito à potência consumida (watts), temos como medir a eficiência das lâmpadas: quanto mais lumens por watt, maior a eficiência. Para ilustrar, temos que uma lâmpada incadescente apresenta cerca de 10 a 15 lumens/watt enquanto que uma lâmpada fluorescente apresenta cerca de 55 a 75 lumens/watt.

 

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Outro conceito importante é o que se refere à cor da lâmpada, ou melhor, a cor da luz que ela emite. Tecnicamente, chamamos esta medida de "temperatura de cor", que é medida em Kelvin (K). A temperatura de cor é a aparência da luz: amarelada ou azulada. Quanto mais baixa a temperatura de cor, mais amarelada será a luz; quanto mais alta a temperatura de cor, mais azulada será a luz. Importante não confundir o conceito de temperatura de cor com o conceito de cor quente e cor fria: a cor é quente (amarelada) quando a temperatura de cor é baixa e a cor é fria (azulada) quando a temperatura de cor é alta. Este conceito interfere até na produtividade dos usuários de um ambiente: uma lâmpada de alta temperatura de cor (luz branca) induz um aumento de produtividade, pois ela desperta e excita. A luz amarelada relaxa e acalma, aumentando a sensação de conforto dos ambientes. Para se obter ambientes neutros, pode-se utilizar lâmpadas com temperatura de cor de 4.000K, consideradas neutras. Para se ter exemplos práticos, temos que a temperatura de cor de lâmpadas incandescentes é de cerca de 3.000K. As fluorescentes apresentam uma grande variação - existem no mercado desde 3.000K até 6.200K, podendo o consumidor escolher o efeito desejado.

É importante conhecer ainda um terceiro conceito: o "índice de reprodução de cores" (IRC). Sabe-se que objetos iluminados podem nos parecer diferente mesmo se as fontes de luz tiverem idêntica tonalidade. Estas variações de cor dos objetos iluminados sob fontes de luz diferentes podem ser explicadas pela variação da capacidade da fonte em reproduzir as cores. Uma lâmpada incandescente reproduz quase que fielmente as cores dos objetos, apresentando um IRC máximo (100). Uma fluorescente tubular já apresenta um IRC de 85 e, portanto, apresenta uma maior distorção de cor. Este conceito é de fundamental importância: utilizar uma lâmpada de baixo índice de reprodução de cores sobre uma mesa de restaurante pode levar o estabelecimento à falência: as carnes parecerão esverdeadas e os clientes poderão ter a impressão que as comidas lá servidas estão todas estragadas. O uso de lâmpadas de baixo IRC sobre espelhos de maquiagem também não é aconselhável, pois a cor utilizada na maquiagem pode ser completamente diferente daquela que se deseja.

Vistos estes conceitos fundamentais, falaremos sobre os tipos de lâmpadas oferecidas no mercado no próximo artigo.



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