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Carbono Oculto liga Master à lavagem de dinheiro do PCC

Friday, 25 de September de 2026


Carbono Oculto liga Master à lavagem de dinheiro do PCC

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A terceira fase da Operação Carbono Oculto identificou conexões entre o esquema atribuído ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, e a lavagem de dinheiro da máfia dos combustíveis ligada ao PCC. As duas estruturas teriam se cruzado em operações envolvendo precatórios e direitos creditórios de usinas do setor sucroalcooleiro. Um personagem aparece no centro dos dois casos: Antônio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro e Bahamas, dono da Entre Investimentos. Freixo fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República e já relatou operações financeiras realizadas para Vorcaro. A operação investiga a utilização da compra e venda de precatórios e direitos creditórios de destilarias de álcool para lavar recursos obtidos ilegalmente. Em sua delação sobre o esquema do Master, Freixo afirmou ter enviado mais de R$ 60 milhões para um fundo nos Estados Unidos destinado a financiar Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. (g1)

Antônio Carlos Freixo Junior declarou ter ganhado 570 vezes na loteria em pouco mais de cinco anos, acumulando mais de R$ 176 milhões em prêmios. Para investigadores do Ministério Público de São Paulo, as premiações são um indício de que apostas teriam sido utilizadas para lavar dinheiro. Os investigadores apontam como suspeita a elevada movimentação de recursos por meio de casas lotéricas. (Globo)

A nova fase da Operação Carbono Oculto também teve como alvo Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, além de seus irmãos, André e Bruno Tupinambá. O Gaeco do Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal realizaram buscas em sete estados na nova etapa da investigação sobre lavagem de dinheiro do crime organizado no setor de combustíveis. Segundo o MP-SP, a nova fase investiga a utilização de estruturas financeiras para ocultar a aquisição e o controle de distribuidoras de combustíveis. (Folha)

E o ministro da Fazenda,
Dario Durigan, afirmou que há indícios de que o dinheiro enviado ao exterior para financiar o filme Dark Horse tenha origem em operações de lavagem de dinheiro do crime organizado. Os recursos foram movimentados pela Entre Investimentos, empresa de Antônio Carlos Freixo Junior, o Mineiro. Segundo Durigan, a empresa recebia recursos do crime organizado e atuava na estruturação e ocultação de patrimônio. (CNN Brasil)

Numa outra ponta da investigação, a Polícia Federal copiou o disco rígido do computador do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), durante uma operação determinada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para investigar processos envolvendo precatórios do setor sucroalcooleiro. A ação ocorre em meio às investigações sobre as relações do magistrado e de sua mulher, a advogada Camilla Ramos, com empresas ligadas a Daniel Vorcaro e ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal. (g1)

Enquanto isso… O ministro Gilmar Mendes decidiu submeter ao plenário do Supremo uma ação sobre indenizações a usinas de açúcar e álcool que envolve a mesma controvérsia jurídica citada em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro sobre o ministro Kassio Nunes Marques. Ao levar agora a discussão ao plenário, Gilmar argumentou que o Supremo precisa uniformizar sua jurisprudência sobre o tema. (CNN Brasil)



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