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Exclusiva - Eleições 2026 CONHEÇA AS PROPOSTAS DE JACIARA MACHUGA 13040-PT

Friday, 14 de August de 2026


                                            Exclusiva

                                         Eleições 2026

CONHEÇA AS PROPOSTAS DE JACIARA MACHUGA 13040-PT

por Pedro Alberto Skiba

 

JACIARA MACHUGA (São Bento do Sul) tem 39 anos, nasceu em Palmital (PR),  escolaridade superior completo. Nas Eleições 2026, disputa o cargo de deputada estadual pelo PT, com o número 13040.

 

 

 

Por que o eleitor deve votar em você, e não em outro candidato? 
 
O eleitor deve votar em mim se acreditar que Santa Catarina precisa de renovação, de mais mulheres ocupando espaços de decisão e de uma política que esteja realmente presente na vida das pessoas. Sou uma mulher de origem popular, ficha limpa, e chego até aqui com uma trajetória construída fora dos gabinetes. Mesmo sem mandato, já articulei projetos, aproximei municípios e entidades dos governos estadual e federal e ajudei a transformar demandas da nossa região em oportunidades concretas. Tenho uma relação próxima com o presidente Lula e com lideranças estaduais e nacionais do PT, ministros e equipes dos ministérios. Já estive pessoalmente com o presidente e, em uma dessas oportunidades, apresentei a ele o Projeto Aurora, voltado à defesa e ao acolhimento das mulheres vítimas de violência. Eu não quero chegar à Assembleia apenas para ocupar uma cadeira. Quero chegar preparada para abrir portas, construir pontes e transformar demandas em projetos, recursos e políticas públicas. Acredito que minha eleição não será uma conquista individual. Será uma conquista do Planalto Norte, da Região do Contestado, do Norte e de todas as regiões que precisam de mais representação e mais oportunidades. 
 
 Quais são as três prioridades do seu mandato para Santa Catarina nos primeiros 12 meses? 
 
Eu começaria o mandato com três prioridades muito claras. A primeira é a estadualização do Projeto Aurora. Precisamos ampliar as políticas de prevenção, proteção, acolhimento e autonomia para as mulheres vítimas de violência. Não podemos esperar a violência acontecer para agir. A segunda é construir um mandato participativo e coletivo. Quero ouvir movimentos sociais, sindicatos, entidades empresariais, agricultura familiar, mulheres, juventude, universidades, trabalhadores, municípios e organizações da sociedade civil. Pretendo criar um Conselho do Mandato, com representação das diferentes regiões, para ajudar a definir e acompanhar as prioridades dos quatro anos. A terceira é fazer as políticas públicas chegarem a quem mais precisa. Quero olhar especialmente para os pequenos municípios, bairros populares, comunidades rurais e regiões que historicamente têm mais dificuldade para acessar recursos e programas públicos. Quero um mandato que não fique fechado dentro da Assembleia. Quero estar nas comunidades e conectada com a realidade de Santa Catarina.
 

Pretendo criar um Conselho do Mandato, com representação das diferentes regiões, para ajudar a definir e acompanhar as prioridades dos quatro anos.
 
Quanto dos recursos que um deputado estadual consegue direcionar você pretende destinar à nossa região? 
 
E para quais áreas? As emendas parlamentares dependem das regras e dos valores definidos na Lei Orçamentária de cada ano. Para 2026, a previsão individual registrada na legislação orçamentária é de aproximadamente R$ 20,3 milhões por deputado, observadas as regras e vinculações previstas. No primeiro ano de mandato não valores, somente para 2027. Se eleita, o Planalto Norte será uma prioridade do meu mandato. Quero direcionar recursos para saúde, educação, agricultura familiar, APAEs, assistência social, proteção às mulheres, geração de emprego e renda e projetos estruturantes. Mas quero deixar uma coisa muito clara: meu mandato será estadual. Vou atender também demandas de outras regiões quando existirem projetos tecnicamente viáveis e de relevante interesse público. E há algo ainda mais importante: uma deputada não trabalha apenas com emendas. Quero usar minha capacidade de articulação junto aos governos estadual e federal para buscar investimentos muito maiores para grandes projetos regionais. 
 
 Quais obras ou projetos concretos você se compromete a defender para o Planalto Norte? 
 
Quero assumir compromissos que possam ser acompanhados e cobrados pela população. Entre eles estão a estadualização do Projeto Aurora, o fortalecimento da agricultura familiar e das agroindústrias, o apoio às APAEs e às políticas para os idosos, investimentos em saúde e educação e projetos de geração de emprego e renda. Também quero defender projetos estruturantes de infraestrutura, logística e desenvolvimento regional. E quero construir coletivamente uma grande agenda de investimentos para o Planalto Norte e a Região do Contestado, que estou chamando de PAC da Região do Contestado. Nossa região precisa deixar de ser lembrada apenas quando há problemas. Precisamos ser protagonistas de um novo ciclo de desenvolvimento.
 
Você pretende ser uma deputada independente ou seguirá integralmente a orientação do seu partido e do governo? 
 
Sou uma mulher de partido e tenho orgulho de fazer parte do PT. Defendo princípios que considero fundamentais: justiça social, democracia, soberania nacional, participação popular, inclusão dos pobres no orçamento, defesa das mulheres, sustentabilidade, transição energética e transição agroecológica. Mas ser partidária não significa deixar de pensar, dialogar ou debater. Democracia pressupõe debate, inclusive dentro dos partidos.
E quero construir coletivamente uma grande agenda de investimentos para o Planalto Norte e a Região do Contestado, que estou chamando de PAC da Região do Contestado.
 
 Quando seu partido ou o governo defender uma medida que prejudique o município ou a região que você representa, você terá coragem de votar contra? 
 
Eu espero que uma situação dessas seja rara, porque acredito que tanto o PT quanto o governo do presidente Lula trabalham para reduzir desigualdades e defender o interesse público. Mas política não pode ser obediência cega. Se houver uma medida que efetivamente prejudique Santa Catarina ou a população que represento, vou analisar, dialogar e defender aquilo que considero correto. E existe uma questão importante: estou disputando uma vaga de deputada estadual. Meu espaço de atuação e de voto será a Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Se uma medida estadual prejudicar nossa região ou nossa população, terei responsabilidade e coragem para me posicionar contra ela, independentemente de quem a apresente. 
   
Como pretende fiscalizar o dinheiro público e os atos do governo estadual? 
Cite um exemplo de fiscalização que considera prioritária.
 
Fiscalizar o dinheiro público é uma das principais funções de uma deputada estadual. Quero fazer isso de maneira técnica, permanente e transparente. Pretendo estruturar no gabinete um Núcleo de Fiscalização do Dinheiro Público, acompanhando contratos, licitações, empenhos, pagamentos e execução de obras e serviços. Vamos utilizar o Portal da Transparência, o Diário Oficial e outros instrumentos públicos, solicitar documentos quando necessário e realizar fiscalizações presenciais. Quando houver indícios de irregularidades, vamos encaminhar as informações aos órgãos competentes, como o Tribunal de Contas e o Ministério Público. Mas quero ir além da denúncia. A população precisa saber o que foi fiscalizado, qual problema foi encontrado, qual resposta o governo apresentou e qual foi o resultado. Um dos focos prioritários será acompanhar grandes contratos e obras públicas, principalmente os que envolvem valores elevados e serviços essenciais como saúde, educação, infraestrutura e segurança. Fiscalização precisa ter começo, meio e fim — e o cidadão precisa conseguir acompanhar o resultado. 
 
Quais são suas propostas para melhorar a saúde pública, especialmente para reduzir filas de consultas, exames e cirurgias? 
 
Uma deputada estadual não administra diretamente o sistema de saúde. Essa responsabilidade é principalmente do Executivo. Mas a Assembleia pode legislar, fiscalizar, discutir o orçamento, propor emendas e cobrar resultados. Quero defender uma política estadual de redução das filas baseada em metas claras, transparência e respeito aos critérios médicos. Precisamos priorizar quem espera há mais tempo, ampliar o acesso a especialistas, realizar mutirões permanentes de exames e cirurgias eletivas, aproveitar melhor a capacidade dos hospitais regionais e filantrópicos e ampliar a telemedicina quando ela for tecnicamente adequada. Também precisamos melhorar a confirmação de consultas e procedimentos e estabelecer metas públicas para reduzir as filas em todas as regiões. Quem precisa do SUS não pode esperar anos. E quero colocar uma pauta ainda maior em discussão: a construção de um hospital público regional para o Planalto Norte. O Oeste catarinense está se mobilizando por um grande hospital universitário em Chapecó. O Planalto Norte também pode e deve construir uma grande mobilização regional. Quero unir prefeitos, entidades, profissionais da saúde, universidades, movimentos sociais e a comunidade para buscar uma conquista desse porte. 
 

"Mas quero ir além da denúncia. A população precisa saber o que foi fiscalizado, qual problema foi encontrado, qual resposta o governo apresentou e qual foi o resultado".

 
 O que você pretende fazer para melhorar a segurança pública e as condições de trabalho das polícias?
 
Segurança pública é uma responsabilidade compartilhada, mas o Governo do Estado tem papel central na execução das políticas. Como deputada, quero fiscalizar, propor, apoiar e cobrar resultados. Vou defender a recomposição dos efetivos por meio de concursos, valorização salarial, planos de carreira, melhores condições de trabalho e estrutura adequada para as forças de segurança. Também precisamos fortalecer equipamentos, viaturas, tecnologia e inteligência policial, além de integrar Polícia Militar, Polícia Civil, Bombeiros e Polícia Científica. Quero atenção especial à saúde dos profissionais da segurança, com atendimento psicológico e políticas de prevenção ao adoecimento. Outra prioridade será o enfrentamento à violência contra as mulheres, fortalecendo as Delegacias da Mulher e o atendimento às vítimas., delegacias 24horas será uma prioridade. Também vou buscar, junto ao Governo Federal, a implantação de uma Casa da Mulher Brasileira na região. 
Precisamos ainda reforçar a segurança nas escolas, ampliar o policiamento rural e garantir atenção especial à estrutura e ao efetivo das forças de segurança no Planalto Norte. Meu compromisso é simples: segurança para a população e dignidade para quem protege.
 
 Que medidas defenderá para melhorar a educação pública e, ao mesmo tempo, valorizar professores e preparar os jovens para o mercado de trabalho? 
 
A educação precisa preparar para o trabalho, mas não pode preparar apenas para o trabalho. Precisamos formar cidadãos, trabalhadores, pesquisadores, empreendedores e pessoas capazes de pensar criticamente. Vou defender a valorização dos professores e dos demais trabalhadores da educação, com carreira, salários dignos, concursos públicos, formação continuada e melhores condições de trabalho. Também quero fortalecer a escola pública com infraestrutura adequada, internet de qualidade, bibliotecas, laboratórios e espaços esportivos e culturais. Defendo a ampliação do ensino em tempo integral, garantindo acesso a esporte, cultura, música, artes, ciência e tecnologia. Precisamos combater a evasão escolar e criar políticas de permanência para jovens em situação de vulnerabilidade. Também quero ampliar o ensino técnico e profissionalizante, o Jovem Aprendiz e as oportunidades de primeiro emprego, sem abrir mão da formação cidadã e humanística. E quero fortalecer o IFSC, os CEDUPs e as escolas estaduais, especialmente no interior, para que um jovem do Planalto Norte não precise abandonar sua cidade para ter acesso a uma formação de qualidade.
 
  Santa Catarina é um estado industrial, agrícola e empreendedor. O que você faria para reduzir burocracia, estimular investimentos e gerar empregos? 
 
Santa Catarina é industrial, agrícola, cooperativista e empreendedora. Quero trabalhar para que quem produz, empreende e gera empregos tenha menos burocracia e mais oportunidades. Primeiro, precisamos simplificar processos e integrar os serviços públicos para facilitar a abertura, regularização e expansão das empresas, principalmente MEIs e micro e pequenas empresas. Segundo, precisamos facilitar o acesso ao crédito para pequenos negócios, cooperativas, agricultores familiares e empresas que querem investir e gerar empregos. Terceiro, incentivos públicos precisam estar ligados a resultados: geração de empregos, qualificação profissional, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento regional. 
Quarto, quero fortalecer a agricultura familiar, as agroindústrias e as cooperativas, ampliando também sua participação nas compras públicas. Quinto, precisamos levar inovação para o interior, aproximando universidades, IFSC, empresas e centros de inovação das regiões que ainda têm menos acesso a essas oportunidades. E, claro, infraestrutura. Rodovias, ferrovias, energia, internet e logística são fundamentais para a competitividade de Santa Catarina. Quero atenção especial ao Planalto Norte, fortalecendo indústria, agricultura, turismo, economia criativa, inovação e novas oportunidades de trabalho. Menos burocracia para quem trabalha e produz. Mais rigor na fiscalização do dinheiro público. 
 
"Defendo a ampliação do ensino em tempo integral, garantindo acesso a esporte, cultura, música, artes, ciência e tecnologia".
 
Como pretende defender os municípios menores, que muitas vezes recebem menos atenção política do que as grandes cidades?
 
Como deputada estadual, quero defender uma Santa Catarina em que nenhum município seja pequeno demais para ser ouvido. Os municípios menores muitas vezes enfrentam mais dificuldades para acessar recursos, projetos e investimentos. Por isso, vou defender critérios justos e transparentes na distribuição dos recursos públicos, levando em consideração as necessidades de cada município. Quero trabalhar pela saúde, educação, infraestrutura, agricultura familiar, habitação, geração de emprego e renda, cultura e proteção às mulheres também nos pequenos municípios. E quero fazer isso de forma coletiva. Vou dialogar com prefeitos e prefeitas de todos os partidos, vereadores, entidades representativas, lideranças comunitárias e organizações da sociedade civil. Quando os municípios se unem, eles têm muito mais força para reivindicar investimentos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal. A boa política não pergunta primeiro “de que partido é o prefeito?”. Pergunta “qual é a necessidade da população?” 
 
Você apoiará a distribuição de recursos públicos por critérios técnicos ou por alianças políticas?
 
Defendo que os recursos públicos sejam distribuídos com critérios técnicos, transparência, justiça e interesse público, e não como moeda de troca política. Um município não pode ser prejudicado porque seu prefeito pertence a outro partido. Da mesma forma, um aliado político não deve receber recursos simplesmente por ser aliado. Quero avaliar os projetos pela sua importância, viabilidade, capacidade de execução e benefício para a população. 
Isso não significa abandonar a política. Pelo contrário. A boa política é justamente a capacidade de unir forças para conseguir resultados. Vou dialogar com prefeitos, vereadores, entidades, movimentos sociais e governos estadual e federal para buscar investimentos. Aliança política, para mim, deve servir para ampliar conquistas para a população, nunca para criar privilégios.
 
 Qual compromisso você está disposta a assumir diante dos eleitores que possa ser cobrado ao final do mandato? 
 
Quero assumir compromissos que possam ser acompanhados e cobrados pela população. O primeiro é trabalhar pela implantação e estadualização do Projeto Aurora, transformando uma iniciativa de proteção, defesa, acolhimento e autonomia das mulheres vítimas de violência em uma política pública de alcance estadual. Delegacias 24 horas e capacitação dos profissionais que farão o atendimento as vítimas. O segundo é trabalhar pela construção de um grande projeto de desenvolvimento para o Planalto Norte e a Região do Contestado. Quero construir coletivamente o que estou chamando de PAC da Região do Contestado, reunindo prefeitos, vereadores, sindicatos, movimentos sociais, entidades empresariais, agricultura familiar, universidades e sociedade civil. Nossa região tem uma dívida histórica de investimentos estruturantes. Precisamos avançar na saúde, inclusive com a luta por um hospital público regional; na educação, ampliando o acesso ao ensino superior público; na infraestrutura e logística; na agricultura familiar; na geração de empregos e em outras áreas essenciais. E não vou prometer aquilo que não está sob responsabilidade de uma deputada. Meu papel será articular, legislar, fiscalizar, buscar recursos e cobrar os governos responsáveis. Ao final do mandato, quero ser cobrada por esses compromissos: mais proteção para as mulheres, mais investimentos, mais desenvolvimento e mais oportunidades para o Planalto Norte e a Região do Contestado. 
 
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 "a implantação de um Porto Seco na nossa região. Um Porto Seco pode melhorar nossa logística, reduzir custos e aumentar a competitividade das empresas".
Quero aproveitar este espaço para defender uma pauta estratégica para o desenvolvimento do Planalto Norte: a implantação de um Porto Seco na nossa região. Um Porto Seco pode melhorar nossa logística, reduzir custos e aumentar a competitividade das empresas. Parte dos serviços relacionados à importação e exportação poderia ser realizada mais próxima das empresas, dentro das regras estabelecidas pelos órgãos competentes. Mafra merece ser estudada com atenção. A cidade está às margens da BR-116, próxima da BR-280 e possui uma estrutura ferroviária que, embora precise de recuperação e investimentos, representa um ativo importante para toda a região. Não quero tratar isso como uma promessa sem estudo. Quero defender que a viabilidade técnica, econômica, ambiental e logística de um Porto Seco seja analisada. Se os estudos demonstrarem que o projeto é viável e estratégico, devemos unir forças para buscar sua implantação. Vejo essa proposta como parte de uma agenda muito maior: o PAC da Região do Contestado, com investimentos em infraestrutura, logística, saúde, educação, agricultura familiar, indústria e geração de empregos. Quero ser uma deputada estadual presente, participativa e atuante. Uma deputada que ajude a abrir portas para os municípios, que fiscalize o dinheiro público e que faça do mandato um instrumento de desenvolvimento, justiça social e melhoria da vida das pessoas. E quero agradecer ao jornalista Pedro Skiba pela oportunidade de apresentar minha trajetória e minhas propostas e, principalmente, aos leitores que dedicaram seu tempo para conhecer um pouco mais sobre quem sou e sobre o que quero construir para Santa Catarina.
Até 4 de outubro. Obrigado pelo seu voto

 



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