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Março Lilás: especialista destaca conscientização no combate ao câncer do colo de útero

Wednesday, 18 de March de 2026

Março Lilás: especialista destaca conscientização no combate ao câncer do colo de útero

Vacinação contra HPV, exames preventivos e diagnóstico precoce são estratégias fundamentais para reduzir a incidência da doença

Imagem: Freepik

O Março Lilás é uma importante mobilização pela saúde da mulher, sendo dedicada à conscientização sobre o câncer de colo do útero. Também conhecida como câncer cervical, essa doença representa um grande desafio na saúde pública. Criada pelo Ministério da Saúde, a campanha tem o propósito de alertar a população sobre os fatores de risco, os métodos de prevenção e a importância de manter uma rotina de acompanhamento médico. Essa é uma forma de estimular a sociedade por meio do auxílio de ações educativas e promover conhecimento que pode salvar vidas.

 

Uma pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), realizada em 2021, indica que o câncer do colo do útero no Brasil, sem considerar os tumores de pele não melanoma, é o terceiro tipo mais frequente entre as mulheres. Por meio de uma análise, a região Norte ocupava o primeiro lugar, com uma taxa de 26,24 mil casos a cada 100 mil mulheres. Em segundo lugar, ficaram as regiões Nordeste e Centro-Oeste, com taxas de 16,10 e 12,35 casos por 100 mil mulheres, respectivamente. Esses números reforçam a importância de estimular o cuidado preventivo e incentivar o diagnóstico precoce.

 

Segundo a Dra. Helaine Rosenthal, especialista em Ginecologia, Obstetrícia e professora do curso de Medicina da UNINASSAU Boa Viagem, toda doença tem um tempo de evolução. No caso do câncer de colo do útero, são mais ou menos 10 anos do contato inicial com o vírus até o aparecimento das primeiras lesões pré-cancerosas, que são 100% curáveis quando diagnosticadas nesta fase.

 

"O exame é recomendável para ser feito a partir dos 25 anos, mesmo quando a menina tem a vida sexual iniciada, pois não tem uma lesão inicial. É necessária a prevenção anual por dois anos consecutivos e, depois, a cada três anos até aos 64 anos de idade. Recentemente, o rastreio começou a ser feito pela pesquisa do DNA - HPV, que tem como objetivo diagnosticar os tipos mais agressivos (16 e 18). Estando presentes, existem duas opções: fazer o Papanicolau com o mesmo material coletado, agora como teste de triagem; ou passar direto para a colposcopia, a fim de detectar lesões e partir para a biopsia dirigida. Caso o exame seja negativo para os subtipos 16 e 18, a mulher só precisa repetir o exame após cinco anos”, afirma.  

 

O principal fator de risco é a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Ele é um vírus transmitido, principalmente, por meio do contato sexual, tornando a prevenção uma importante forma de segurança. Além disso, mulheres que já receberam a vacina devem manter o acompanhamento médico e realizar o exame periodicamente. 

 

“O Papanicolau é o exame de triagem, não necessitando de um médico. Pode ser uma pessoa de saúde ou um agente de saúde treinado para coletar o material. O médico vai examinar a lâmina e observar se há células com algum potencial oncogênico, que não estão se desenvolvendo de forma adequada. Dependendo do resultado, a paciente vai ser encaminhada para uma colposcopia e, se tiver lesão, faz uma biópsia”, destaca a especialista.  

 

A vacinação contra o HPV está disponível tanto na rede pública quanto na privada, representando um avanço importante na prevenção do câncer do colo do útero. No SUS, a vacina aplicada é a tetravalente, que protege contra quatro tipos do vírus, incluindo os mais oncogênicos. Ela é indicada para meninos e meninas de 9 a 11 anos, em dose única. Já na rede privada, existe a vacina nonavalente, ampliando a proteção para nove subtipos. Ela é uma importante ferramenta de prevenção, mas não protege contra todos os subtipos oncogênicos. Por isso, mesmo após a imunização, ainda existe a possibilidade de contato com outros tipos de HPV. 

 

“A vacinação também pode ser realizada em pessoas que já iniciaram a vida sexual ou já tiveram contato prévio com o vírus, pois há a possibilidade de terem sido expostas a um subtipo não contemplado pela vacina. Ou seja, mesmo vacinadas, as mulheres precisam manter o rastreio, seja por meio do exame Papanicolau ou pelo teste de DNA - HPV. A detecção precoce inicial é fundamental para descobrir possíveis alterações, permitindo o acompanhamento adequado e aumentando as chances de prevenção e tratamento eficaz da doença. A combinação entre vacinação e rastreamento regular se torna uma estratégia essencial para reduzir a incidência do câncer do colo do útero”, finaliza a especialista. 



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