São Paulo, agosto de 2026 – O setor da saúde atravessa uma das maiores transformações tecnológicas de sua história. Impulsionadas pela pandemia e pela necessidade crescente de eficiência, segurança e personalização no atendimento, tecnologias emergentes vêm remodelando processos clínicos, administrativos e operacionais em hospitais, clínicas e laboratórios.
De acordo com um estudo recente da Accenture, 94% dos executivos da área da saúde afirmam que a inovação foi acelerada nos últimos anos pela adoção de tecnologias emergentes, enquanto 89% das empresas do setor já experimentam soluções avançadas em suas operações. O movimento inclui desde inteligência artificial e blockchain até realidade estendida e computação quântica.
“Mais do que modernizar sistemas, essas tecnologias vêm ampliando o impacto humano no cuidado médico, melhorando diagnósticos, reduzindo falhas operacionais e permitindo que profissionais dediquem mais tempo à tomada de decisão e à experiência do paciente. Isto torna fundamental uma gestão profissional e inovadora da infraestrutura de serviços de instituições públicas, hospitais, clínicas e laboratórios”, afirma Bruno Moreira, country manager da Helix Brasil.
Blockchain fortalece segurança e compartilhamento de dados
Neste contexto, o uso de blockchain avança rapidamente na área da saúde como ferramenta para troca segura de dados médicos, gestão de faturamento, rastreamento de medicamentos e monitoramento de cadeias de suprimentos hospitalares. “Essa tecnologia permite que diferentes instituições compartilhem informações atualizadas e praticamente imutáveis, reduzindo riscos de adulteração e aumentando a segurança diante do crescimento global de violações de dados na saúde”, explica Moreira.
Além da gestão de prontuários, o blockchain também vem sendo utilizado em iniciativas de monitoramento epidemiológico e planejamento para pandemias, integrando dados anonimizados de diferentes fontes para rastrear surtos e antecipar cenários de disseminação de doenças. “É um fato que, durante os primeiros meses da pandemia de Covid-19 na China, plataformas baseadas em blockchain ajudaram a acelerar processos de indenização de seguros e pagamentos digitais, reduzindo burocracias e ampliando a transparência das operações”, acrescenta o executivo da Helix.
Com esta evolução da adoção de novas tecnologias, as soluções da BMC Helix podem apoiar as organizações de saúde na integração segura de dados e no gerenciamento inteligente de serviços e operações críticas. “Nossa plataforma conta com recursos avançados de automação, observabilidade e gerenciamento de incidentes, o que é determinante para reduzir riscos operacionais, ampliar a rastreabilidade de processos e garantir maior resiliência dos serviços digitais de saúde”, ressalta Moreira.
Inteligência artificial acelera diagnósticos e reduz sobrecarga das equipes
Outro aspecto importante é que a inteligência artificial deixou de ser uma tendência futura e passou a integrar atividades críticas do setor de saúde. Atualmente, algoritmos de IA auxiliam em exames diagnósticos, análises clínicas, automação de processos administrativos e desenvolvimento de medicamentos.
Na radiologia, por exemplo, ferramentas de IA vêm sendo utilizadas para detectar hemorragias intracranianas e identificar sinais precoces de câncer em mamografias, contribuindo para reduzir falsos positivos e acelerar o tempo de resposta aos médicos. “Especialistas apontam que o principal impacto da IA não está apenas na automação, mas na capacidade de liberar equipes para atividades mais estratégicas e humanas, reduzindo fadiga operacional e aumentando a eficiência clínica”, acrescenta o executivo.
Uma pesquisa recente da Emerj, empresa de pesquisa e inteligência de mercado especializada em IA aplicada a negócios, aponta que mais da metade dos executivos do setor acredita que IA será onipresente na saúde nos próximos anos, especialmente em áreas como medicina personalizada e descoberta de novos medicamentos. “Com o uso de IA agêntica e automação inteligente, as soluções BMC Helix ajudam hospitais, operadoras e instituições de saúde a simplificar fluxos operacionais, automatizar processos repetitivos e acelerar a resolução de incidentes. Isso garante às equipes clínicas e de TI tempo extra para concentrarem seus esforços em atividades de maior valor estratégico e no atendimento ao paciente.
Realidade estendida cria novas experiências para treinamento e atendimento
É interessante também constatar o espaço ganho pelas tecnologias imersivas na saúde. O conceito de realidade estendida (XR), que reúne realidade virtual, aumentada e mista, vem sendo aplicado em treinamentos médicos, simulações cirúrgicas, reabilitação física e tratamentos psicológicos. Com dispositivos imersivos, profissionais conseguem treinar procedimentos complexos em ambientes virtuais altamente realistas, reduzindo riscos e ampliando a precisão operacional. Já pacientes podem utilizar soluções de realidade virtual em terapias de controle de dor, ansiedade e recuperação motora.
Segundo estimativas da Visual Capitalist, o mercado global de XR deverá movimentar centenas de bilhões de dólares, com o setor de saúde concentrando uma das maiores fatias desse crescimento. “Para suportar ambientes altamente conectados e aplicações digitais cada vez mais críticas, plataformas como a nossa contribuem para garantir disponibilidade, desempenho e monitoramento contínuo da infraestrutura de TI hospitalar, evitando interrupções que possam impactar operações clínicas e experiências digitais de pacientes e profissionais”, comenta Moreira.
Computação quântica promete revolucionar pesquisas médicas
Embora ainda em estágio inicial de adoção, a computação quântica desponta como uma das tecnologias mais promissoras para o futuro da medicina. Sua capacidade de processar enormes volumes de dados simultaneamente poderá acelerar pesquisas genéticas, descoberta de medicamentos e análises preditivas altamente complexas. A expectativa do setor é que, nos próximos anos, a combinação entre IA, computação quântica e análise massiva de dados permita avanços significativos em medicina personalizada e tratamentos preventivos. “À medida que novas tecnologias elevam a complexidade operacional do setor, soluções de gerenciamento inteligente de serviços e operações, tendem a se tornar fundamentais para integrar ambientes híbridos, automatizar fluxos de trabalho e garantir governança sobre ecossistemas digitais cada vez mais distribuídos”, reforça Moreira.
Tecnologia e humanização caminham juntas no Brasil e no mundo
Especialistas destacam que a tecnologia não substitui o fator humano na saúde, mas amplia a capacidade de profissionais oferecerem atendimentos mais rápidos, precisos e personalizados. No Brasil, empresas do setor aceleram investimentos em tecnologias emergentes, impulsionadas pelo crescimento das healthtechs, expansão da telemedicina, digitalização de prontuários e avanço da medicina personalizada. Embora o mercado ainda apresente diferentes níveis de maturidade, a tendência é de expansão contínua desses investimentos nos próximos anos.
“Queremos e podemos atuar como parceiros estratégicos da transformação digital da saúde ao unir automação, inteligência artificial e observabilidade para ajudar as empresas a construir operações mais resilientes, eficientes e centradas na experiência humana”, conclui Moreira. Segundo ele, o futuro do setor será cada vez mais conectado, inteligente e focado no paciente.
Sobre a BMC Helix
A Helix ajuda as organizações de infraestrutura crítica dos mais variados setores do mundo a redefinir a economia de TI, liberando o potencial humano para multiplicar a produtividade e permitindo que os times se concentrem no trabalho que mais importa. Com uma plataforma aberta líder do setor, impulsionada por IA, a Helix oferece uma frota dinâmica de agentes de IA que ampliam o trabalho na gestão de serviços e operações de TI corporativa.
Com Helix é possível a integração dos Agentes como a alterações e adaptação de novos modelos, trazendo a redução de custo como parte da estratégia operacional e de implementação