
Fotos: Michael Dantas/AFP e Mateus Bonomi/AGIF via AFP
Divulgada há pouco, a nova pesquisa Genial/Quaest (íntegra) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu seis pontos percentuais de vantagem na simulação de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 44% a 38% das intenções de votos — no levantamento anterior, eles tinham 42% e 41%, respectivamente. A diferença está fora da margem de erro de dois pontos. Essa é a primeira pesquisa realizada após a visita do senador a Donald Trump e do movimento dos EUA contra o Pix. Segundo a Quaest, metade dos entrevistados sabia do encontro entre Flávio e Trump, metade não. Para 60% cabe ao governo do Brasil, não dos EUA, classificar PCC e CV como organizações terroristas, e 47% acham que Flávio teve influência na decisão. Para 46%, Lula está certo ao dizer que a questão das facções e as possíveis novas tarifas são um ataque ao Pix, e 47% afirmam que o presidente hoje representa melhor o discurso de patriotismo e defesa dos interesses brasileiros. No cenário de primeiro turno, Lula tem 39%, seguido de Flávio, com 29%; Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 3%; Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), ambos com 2%; e Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP), todos com 1%. Além da disputa com Bolsonaro, Lula vence em todas as demais simulações de segundo turno: 45% a 35% contra Zema e Caiado e 45% a 31% contra Renan. A pesquisa trouxe outra boa notícia para o Planalto. A desaprovação do governo Lula segue em queda e está em empate técnico com a aprovação, 48% a 47%. Houve um recuo acentuado (de 65% para 60%) entre os evangélicos, um dos grupos mais resistentes ao petista. (Meio)
E o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu o julgamento da decisão do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a retirada do ar e a suspensão da divulgação de uma pesquisa do instituto AtlasIntel distribuída em maio que apontava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro. A análise foi interrompida após pedido de vista da ministra Estela Aranha, que solicitou mais tempo para examinar o caso. Até a retomada do julgamento, ainda sem data definida, permanece em vigor liminar de Nunes Marques. (g1)
Uma ala de ministros do TSE já articulava uma saída intermediária para o impasse criado pela decisão de Nunes Marques. Nos bastidores, magistrados reconheciam a necessidade de discutir limites e critérios para pesquisas eleitorais, mas avaliavam que a decisão monocrática foi exagerada e provocou desconforto no tribunal. (Folha)
Nunes Marques tem afirmado a interlocutores que a sua polêmica decisão teve como objetivo estabelecer parâmetros para a atuação dos institutos durante a campanha eleitoral de 2026. Ele argumenta que pesquisas não podem ser utilizadas como instrumentos de disputa política entre campanhas adversárias. (Globo)
Flávia Tavares: “Acreditar em pesquisas eleitorais virou mais questão de fé do que de método, ciência. Questioná-las é hábito de partidos e candidatos. Mas desde 2022 o bolsonarismo transformou isso em estratégia de descredibilização das urnas e das instituições em si. A maneira como Nunes Marques e os demais ministros vão lidar com isso pode definir o clima das eleições.” A análise completa no Cá Entre Nós. (Meio)