O púlpito virou palanque na Marcha para Jesus, que reuniu milhares de fiéis no feriado de Corpus Christi em São Paulo. Acompanhado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse à multidão que o país vive uma “guerra espiritual” e que “o mal vai ser expulso do governo”. Já o advogado-geral da União, Jorge Messias, que é evangélico e representou o presidente Lula, alfinetou sem se citar diretamente o senador: “A mesa de Jesus é para judeus e gentios, para Pedro, para Tiago, para Judas. Até Judas estava compartilhando a mesa de Jesus”. Em telefonema a Messias e ao bispo Estevam Hernandes, organizador da marcha, Lula disse que não participaria do evento para “não passar a ideia de querer tirar proveito político de algo sagrado”. (g1)
Pedro Doria: “Estamos entrando na terceira campanha presidencial com o Brasil sequestrado pela dicotomia entre Lula e Bolsonaro — ou quem o bolsonarismo ungir pra carregar a bandeira. Oito anos preso na mesma gangorra, 2018, 2022, e agora 2026. E a cada eleição, aquela sensação de que o país é obrigado a escolher entre dois mundos que mal se falam”. Veja a análise completa no Ponto de Partida. (Meio)