Curitiba, Paraná – A primeira edição do Prêmio Miguel Milano de Conservação da Natureza foi dada em dose dupla para o casal de ambientalistas Germano Woehl Jr. e Elza Nishimura Woehl, fundadores do Instituto Rã-Bugio para Conservação da Biodiversidade. O reconhecimento foi dado nesta terça-feira (9), durante a Conferência Nacional de Unidades da Conservação para a Biodiversidade (UCBIO).
O prêmio, que inclui uma quantia de R$ 100 mil ao casal, foi dado junto com o lançamento oficial do Instituto Miguel Milano.
“Estamos honrados e bastante motivados de continuar lutando pela conservação da natureza”, disse Germano na cerimônia de premiação.
Por meio do Instituto Rã-Bugio, criado em 2003, Germano e Elza investem em educação ambiental, pesquisa científica e conservação com foco no interior da Mata Atlântica. Eles criaram e administram 14 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) na Mata Atlântica catarinense, a última delas estabelecida em 2025. As reservas somam mais de mil hectares e ajudam a proteger ecossistemas de matas de araucárias e remanescentes do bioma.
Em 2022, a residência deles e sede da RPPN Santuário Rã-Bugio foi alvo de um atentado, alvejada por múltiplos disparos. Felizmente, nenhum dos dois foi atingido.
“Vale lembrar que o Brasil é um dos países que mais mata ambientalistas. E defender o meio ambiente e a biodiversidade exige coragem. Uma coragem que nunca faltou aos fundadores do Instituto Rã-Bugio para Conservação da Biodiversidade”, destacou Milano durante a entrega do prêmio.
O recém-criado Instituto Miguel Milano concederá anualmente o prêmio aos expoentes da conservação, recebendo candidaturas continuamente, que serão avaliados por um comitê.

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