
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Faltando cinco meses para o primeiro turno das eleições presidenciais e com o endividamento recorde da população, o governo lançou oficialmente nesta segunda-feira o Novo Desenrola Brasil, ou Desenrola 2, voltado à renegociação de dívidas com descontos de 30% a 90%. O alvo são pessoas com renda mensal de até cinco salários-mínimos, o equivalente a R$ 8.105, mas o programa também abrange MEIs e microempresas, com faturamento anual de até R$ 360 mil. A principal novidade desta edição é a autorização para o uso de até 20% do saldo do FGTS na quitação de débitos. O Desenrola 2 permitirá renegociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e Fies. (g1)
As medidas anunciadas agradaram, em grande parte, aos bancos, que reclamam da alta na inadimplência, mas irritaram a indústria da jogatina online. O programa prevê que os beneficiários terão os CPFs bloqueados em sites de apostas durante 12 meses, o que, segundo a Associação Nacional de Jogos e Loterias, vai estimular o acesso a plataformas clandestinas. (Poder360)
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura (íntegra no YouTube), na noite desta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu o Desenrola 2, afirmando que o governo “aprendeu com erros” da primeira versão. Ele também negou que a situação fiscal do país seja a justificativa para a alta nos juros, que atribuiu a fatores como a guerra no Irã. (Folha)
Míriam Leitão: “O Novo Desenrola pode ter efeito eleitoral. Ou não. O importante é que essa é uma obrigação do governo. A desproporção de forças entre bancos e clientes é tal que, sim, o governo precisa entrar na conversa e facilitar a solução. É bom lembrar que grandes empresas sempre tiveram a chance de renegociação de dívidas.” (Globo)