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Parrilheira de Curitiba reforça presença feminina no universo do churrasco

Wednesday, 18 de March de 2026

Parrilheira de Curitiba reforça presença feminina no universo do churrasco

No Mês da Mulher, a trajetória de Shirlei Batista mostra a força feminina em uma das cozinhas mais tradicionais da gastronomia: a brasa

 

Curitiba, março de 2026 – O universo do churrasco ainda é majoritariamente masculino, mas cada vez mais mulheres vêm conquistando espaço diante da brasa. Em Curitiba, um desses exemplos é a parrilheira Shirlei Batista, que integra a equipe do Cantuca Brasero & Bar, casa especializada em carnes de raças britânicas como Angus e Hereford preparadas na brasa.

 

O restaurante nasceu da paixão dos empresários Luís Otávio Pires, Matheus Sperandio e Silvio Mariz Neto pelo churrasco e por tudo o que ele representa: técnica, tradição e convivência em torno da brasa. Nesse ambiente, Shirlei se destaca em uma função historicamente ocupada por homens.

 

Natural do interior de São Paulo, ela chegou a Curitiba sem uma profissão definida e encontrou na gastronomia um caminho. Formou-se cozinheira pelo Senac, cursou gastronomia na Universidade Positivo e, também, é bacharel em História pela Universidade Federal do Paraná.

 

A relação com a parrilla, porém, começou muito antes da formação profissional. “Desde criança eu ficava perto da churrasqueira com a minha família. Sempre gostei de aprender sobre fogo, carne e ponto”, conta.

 

Ao longo da carreira, passou por diferentes cozinhas e casas especializadas em carnes, onde aprofundou o conhecimento sobre cortes, raças bovinas e técnicas de cocção na brasa. Hoje, além de comandar a parrilla em dias de grande movimento, também atua na organização da cozinha e na sincronia entre os pratos que chegam às mesas.

 

Mesmo com experiência e formação, Shirlei afirma que o machismo ainda é uma realidade no setor. “Às vezes o cliente pergunta sobre a carne para o homem que está ao meu lado, mesmo eu sendo a parrilheira. Ainda existe a ideia de que churrasco é coisa de homem”, relata.

 

Para ela, dar visibilidade às mulheres na parrilla é uma forma de abrir caminhos. “Tem muitas mulheres que gostam de trabalhar com carne e fogo. O importante é que cada vez mais elas ocupem esse espaço”, ressalta. 

 

No Cantuca, entre brasas acesas e cortes selecionados, Shirlei segue mostrando que técnica, dedicação e paixão pelo churrasco não têm gênero. “Se eu puder abrir caminho para outras mulheres que querem trabalhar com carne e fogo, já valeu a pena”, completa a parrilheira.



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