
Foto: Saul Loeb/AFP
Depois de o petróleo se aproximar da casa dos US$ 120 o barril, o presidente americano Donald Trump deu pela primeira vez sinais de que a guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã pode estar próxima do fim. Trump afirmou em entrevista à rede de TV americana CBS que a guerra está “praticamente concluída”. O presidente americano disse que o conflito — que inicialmente havia estimado durar entre quatro e cinco semanas — está “muito adiantado em relação ao cronograma”. Trump afirmou que forças americanas já realizaram cerca de 3 mil ataques aéreos contra alvos iranianos desde o início da guerra, há cerca de nove dias. O Irã, por sua vez, segue lançando mísseis e drones contra alvos na região. O conflito também continua afetando rotas estratégicas de energia. O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz — passagem por onde circula cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo — continua praticamente parado. Enquanto Washington sinaliza que a campanha militar está próxima do fim, o governo iraniano não indicou disposição para recuar. Autoridades de Teerã afirmaram que o país ainda tem capacidade de responder aos ataques e prometem novas ações caso as ofensivas continuem. (CBS e New York Times)
A segunda-feira foi uma verdadeira montanha russa no mercado internacional de petróleo. O barril do Brent, referência global da commodity, chegou a se aproximar de US$ 120 ao longo do dia, movimento que elevou temores de uma nova onda inflacionária global e de forte alta nos preços dos combustíveis. No entanto, a cotação recuou com as declarações de Trump e terminou o dia abaixo de US$ 90. O recuo das cotações também ocorreu após líderes do G7 indicarem que podem liberar reservas estratégicas de petróleo caso os preços continuem subindo. Nos EUA, os preços da gasolina já refletem a tensão no mercado energético: o galão médio subiu 47 centavos em uma semana, chegando a US$ 3,48, segundo a associação automobilística AAA. (Washington Post)
Enquanto Trump fala em encerrar o conflito, no Irã não parece haver disposição em negociar, mesmo sob a onda de violentos bombardeios que destrói alvos militares, civis e de infraestrutura. Kamal Kharazi, conselheiro de política externa do gabinete do líder supremo do Irã, descartou qualquer possibilidade imediata de negociação e disse que o conflito só deve terminar quando os custos econômicos da guerra levarem outros países a intervir. “Não vejo mais espaço para diplomacia”, afirmou Kharazi em entrevista à CNN. Segundo ele, negociações anteriores fracassaram porque os Estados Unidos teriam atacado o Irã enquanto as conversas ainda estavam em andamento. (CNN)
O Pentágono identificou o sétimo militar americano morto na guerra contra o Irã como o sargento do Exército Benjamin N. Pennington, de 26 anos, natural de Glendale, no estado do Kentucky. Segundo o Pentágono, Pennington morreu no domingo em decorrência de ferimentos sofridos em um ataque iraniano contra a base aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, ocorrido em 1º de março. O caso ainda está sob investigação. A morte havia sido anunciada no domingo pelo United States Central Command, que informou que o soldado havia sido gravemente ferido no ataque à base saudita e não resistiu aos ferimentos. (Guardian)
Um ex-programador do Google montou uma reconstrução detalhada de como foram os primeiros ataques ao Irã utilizando informações open source disponíveis e conseguiu mostrar o que aconteceu naquele sábado que deu início à guerra. (Youtube)