Donald Trump não formou uma seita, mas uma coalizão. Uma pesquisa (íntegra) do instituto More in Common indica que o presidente dos Estados Unidos voltou à Casa Branca em 2024 à frente de uma base eleitoral diversa. O levantamento, que ouviu mais de 10 mil eleitores, identifica quatro perfis que compõem o mosaico de seu eleitorado: os MAGA hardliners (29%), núcleo radical do MAGA; os republicanos tradicionais e moderados, maioria da coalizão (30%); os conservadores anti-woke (21%); e a chamada direita relutante (20%), decisiva para a vitória, mas pouco entusiasmada. Apesar das diferenças internas, há um eixo comum que atravessa quase toda a coalizão: a rejeição ao movimento woke, visto como ameaça por 75% dos eleitores de Trump. (Meio)
Flávia Tavares: “Sabe a sensação de que o mundo virou um hospício dividido entre dois times que se odeiam e que ninguém mais pensa fora de uma dessas bolhas? Essa imagem está quase toda errada, mostram dois levantamentos: o relatório Beyond MAGA, da More in Common, que abre o capô da base de eleitores de Trump, e a pesquisa Mapa das Ideologias Brasileiras, do Meio/Ideia. Eles revelam um mix de visões de mundo que se unem em torno de lideranças extremistas, mas que não se resumem a blocos monolíticos ou estáveis”. Confira no Cá Entre Nós. (Meio)