Donald Trump completa um ano de seu segundo mandato hoje tendo como principal trunfo a concentração de poder político. O modo como exerce essa força, no entanto, é apontado por analistas como o maior risco para a forma como concluirá o mandato. Na política externa, Trump elevou a tensão com aliados europeus ao ameaçar impor tarifas punitivas à Dinamarca e a outros sete países da Otan como forma de pressionar pela cessão da Groenlândia aos Estados Unidos. Analistas alertam que uma eventual tomada da Groenlândia pelos EUA teria consequências globais, incluindo o colapso da Otan e o reposicionamento de aliados estratégicos, como a Austrália, que passaria a reavaliar sua relação com Washington. No plano doméstico, Trump iniciou uma batalha contra imigrantes, especialmente os hispânicos, e ações truculentas de sua polícia de controle de fronteiras, o ICE, inflamaram o país com protestos generalizados. (The Conversation)
Uma carta enviada por Trump a líderes europeus reacendeu, nos bastidores de Washington, discussões sobre a aplicação da 25ª Emenda da Constituição americana, que trata da incapacidade do presidente para exercer o cargo. O documento, endereçado ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, mistura críticas à negativa do Prêmio Nobel da Paz com ameaças veladas envolvendo a Groenlândia e a atuação da Otan. Na mensagem, Trump afirma não se sentir mais obrigado a “pensar puramente em paz” após não ter sido premiado. O teor da carta provocou reações em círculos políticos e jurídicos nos EUA, onde voltou a ser mencionada a possibilidade de acionamento da 25ª Emenda. (The Daily Beast)