
Imagem: Site do Líder Supremo/POOL/AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua indeciso sobre a entrada do país na guerra entre Israel e o Irã. Ao longo desta primeira semana de conflito, Trump vem enviando sinais difíceis de serem interpretados tanto por seus aliados quanto por seus inimigos. Nos primeiros dias dos ataques israelenses ao Irã, o presidente americano tentou se distanciar da intervenção em Tel Aviv. Já no meio da semana, Trump chegou à reunião com seu conselho de segurança, dando a entender que um ataque dos Estados Unidos ao Irã estaria próximo de incidente. Ontem, em uma nova reviravolta, Trump anunciou que só tomará uma decisão sobre a participação efetiva dos Estados Unidos na guerra em duas semanas. (WSJ)
O prazo de Trump foi bem recebido pela diplomacia europeia, que busca uma solução negociada para uma crise no Oriente Médio. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, vai se reunir hoje em Genebra com os chefes da diplomacia do Reino Unido da França e da Alemanha. O nó da questão segue sendo o enriquecimento de urânio, apontado pelo Irã como vital para a produção de energia nuclear com fins pacíficos. Trump já anunciou que pretende vetar a prática. (CNN)
A participação dos Estados Unidos pode ser fundamental para que Israel atinja o objetivo de destruir o programa nuclear iraniano. A parte principal do programa está instalada dentro de uma montanha, a mais de 100 metros de profundidade. Apenas os Estados Unidos têm armas capazes de destruir as instalações, mas ainda assim não há garantias de que as bombas conseguirão obliterar as estruturas iranianas. (Economista)
Enquanto o mundo assiste ao vai-não-vai de Trump, nos Estados Unidos o apoio popular à entrada do país em uma nova guerra parece diminuir. Uma pesquisa do Washington Post mostra que 45% dos entrevistados se opõem a uma nova guerra, e 30% dizem não ter certeza sobre o que deve ser feito. Apenas 25% dos entrevistados disseram que os Estados Unidos deveriam atacar o Irã. (Washington Post)
Em Gaza, o drama de palestinos famintos que são mortos se aproximam dos centros de distribuição de alimentos contínuos. Nesta primeira semana de guerra entre Israel e Irã, mais de uma centena de palestinos foram mortos a tiros no enclave enquanto tentavam conseguir comida. Ontem, foram 15 mortos e 60 feridos. (Guardião)