
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A semana mal começou e o governo já coleciona derrotas em série no Legislativo. Depois de tomar um baile na Câmara na votação pela urgência da MP que aumenta o IOF, na terça-feira o Congresso derrubou os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma lei que trata de investimentos em energia eólica em alto-mar. Lula vetou vários jabutis que estavam incorporados ao projeto de lei. Com a derrubada dos vetos, o governo vai ter que lidar com a insatisfação popular por ver um aumento na conta de luz. A estimativa é de que os brasileiros terão que pagar quase R$ 200 bilhões a mais na conta de luz nos próximos 25 anos. (Folha)
Os colapsos parlamentares aindaam mais de uma dúzia de vetos de Lula. Entre eles está o item que negou a indenização para crianças com microcefalia que foram vítimas do vírus Zika , e aqueles que barraram a taxa de avaliação e registro para agrotóxicos. O Congresso ainda decidiu adiar a análise de outros 30 vetos, entre eles, dispositivos sobre a lei de diretrizes orçamentárias de 2025. (Estadão)
Mais cedo , o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), instalou uma CPMI para investigar o esquema de fraudes no INSS. Alcolumbre leu a exigência de criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito na noite de terça-feira, e agora os líderes partidários precisam indicar os parlamentares que irão compor a comissão. O governo tentará agora comandar os principais cargos da CPMI, como relatoria e presidência. (CNNBrasil)
Enquanto o governo acumulava derrotas, Lula posava feliz para fotos com os líderes do G7 no Canadá. Ele foi convidado para participar da reunião de cúpula, como tem acontecido nos últimos anos. O presidente brasileiro decidiu voltar ao Brasil no fim da tarde, cancelando uma reunião bilateral com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. (Metrópoles)
Vera Magalhães: “Lula não tem sequer uma boa notícia para comemorar no primeiro semestre de 2025. Só liberar as emendas, agora, parece um pouco diante de um quadro em que deputados e senadores parecem não acreditar mais nas chances de ocorrência do presidente e de seu exército combalido.” (Globo)