gmail.com
Vinícius Fendrich
Psicólogo
Educador
Palavra imensamente profunda é o amor. Difícil de compreendê-lo. Sempre comentado. Muito sentido. Pouco decifrado. Eis o conflito, eis a questão, eis o desafio.
Dia 12 de junho. Dias dos namorados. Dia dedicado ao tão importante sentimento. Para alguns o elo da corrente. Para outros a algema. Para outros ainda a razão de viver.
Amar é doação, dizem os altruístas. É preciso que se deixe do eu, para a entrega ao outro. Amar é compartilhar. É dividir. É colocar-se no lugar do outro. É gostar de alguém mesmo conhecendo mais a fundo essa pessoa. É vida. É motivação. É de tudo um pouco.
Mas certos cuidados devem ser tomados com a questão amar. É comum a invasão de territórios. É fácil o idealismo. Querer que o outro seja a extensão do seu eu. Projetar ali sonhos e fantasias. Esquecer-se de si. Asfixiar o próximo. Imaginar que alguém é responsável por sua felicidade.
Não ver o outro e sim, se ver no outro. Aí saímos das varandas ventiladas e gostosas. Passamos aos porões escuros e trancafiados.
Bem definiu o amor Freud dizendo que “Amar é dar o que não se tem, para quem não é.” Sempre queremos passar impressões pré-fabricadas para figuras construídas equivocadamente também.
O amor precisa sim, ser uma via de duplo acesso. Ou flui o trânsito com facilidade ou acidentes de percurso são previstos. O amor em seu fim último quer a paz. De espírito, de corpo e de alma. É preciso atingir os níveis de tranquilidade e segurança advindos daí.
De que valem relações pautadas diuturnamente na dúvida, na desconfiança, na falta de credibilidade. Ou você acredita, ou não acredita. Não pode e não deve existir meio termo no amor.
O amor tem uma grande vantagem, ninguém fica só. É tão amplo, tão vasto, tão infinito.
Afinal, quando me retiro de cena e reflito só, ainda permanecem os dois mais importantes vértices do amor. O próprio e o de Deus.