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Vinícius Fendrich
Psicólogo
Educador
Estamos em tempo de Quaresma. Tempo de profunda reflexão e visita à nossos valores pessoais. Quando falamos de preparação para a Páscoa, nos reportamos ao desejo sincero e verdadeiro de mudança.
Não uma mudança qualquer, comum a toda sorte de promessas que se fazem frente a datas importantes. Mas sim, mudanças que sejam pactos secretos comigo mesmo. É onde eu preciso sozinho, sem divulgações, melhorar o próprio ser.
Como? Tornando-me consciente de que a vida é muita para ser desperdiçada. É preciso que a caminhada seja válida e deixe um registro de positividade.
Por quê? Por que não sabemos o amanhã e nem onde estaremos depois dessa vida. Só acreditamos que em paragens melhores habitaremos. Para isso, é fundamental que tenhamos credibilidade e sejamos reconhecidos como quem fez jus ao que almeja.
Quando Cristo vagou quarenta dias pelo deserto, eis o termo Quaresma, que culmina com sua Páscoa da ressurreição, estamos falando de algo figurativo e interpretativo. Andar pelo deserto significa entrar em si mesmo. Olhar para dentro. Descobrir-se. Assustar-se até. E após análise minuciosa estar pronto para morrer perante o erro. Sepultar o desnecessário. Esperar o prometido maior. Ressurgir com nova roupagem, dotada de esperança, fé e amor.
Que nossa Quaresma nos faça pensar em tudo que necessário for e ao chegar a grande e importante festa da Páscoa, possamos nos apresentar em vários aspectos, por pouco que seja , melhores.