Professora da Univali Be Dental School recupera sorriso de paciente após quebras frequentes em restaurações
Tratamento devolveu espaço entre os dentes, melhorou a mastigação e também a estética do sorriso
Ariane Tainá da Silva procurou atendimento depois de passar por uma situação que já estava se tornando recorrente: a restauração de um dos dentes quebrava com frequência e precisava ser sempre refeita. A avaliação, realizada pela professora da Univali Be Dental School, Analucia Phillippi, mostrou que o problema não estava apenas na restauração. O desgaste dos dentes, provocado pelo bruxismo, havia alterado a altura da mordida e reduzido o espaço necessário para reconstruí-los.
“Eu procurei a doutora Ana porque os meus dentes estavam tendo algumas marcas de desgaste e uma restauração quebrava com frequência. Eu tinha que estar sempre recolocando”, conta Ariane. Ela também percebeu marcas nos dentes que correspondiam ao ponto de contato com os dentes da arcada inferior. “Ela fez uma investigação, algumas análises, e me explicou que o bruxismo tinha desgastado os meus dentes”, detalha.
O bruxismo é caracterizado pelo apertamento ou ranger dos dentes e, com o tempo, pode provocar desgaste das estruturas dentárias. No caso de Ariane, esse desgaste diminuiu a altura da mordida e deixou menos espaço entre os dentes para realizar novas restaurações.
“Ela tinha uma diminuição da altura da mordida e não tinha espaço suficiente para restaurar os dentes. O tratamento aumentou esse espaço para permitir uma reabilitação adequada”, explica a professora Analucia.
O procedimento realizado foi o aumento da dimensão vertical de oclusão (DVO), nome dado ao tratamento que modifica a relação de altura entre as arcadas dentárias para recuperar o espaço perdido e restabelecer uma mordida mais adequada. A proposta, no caso de Ariane, tinha como objetivo principal melhorar a função dos dentes, e não apenas a aparência.
“A principal questão não foi estética. Eu estava observando essas ocorrências frequentes e queria entender a causa do problema. Como ela me explicou, não adiantava ficar só reparando as consequências”, relata Ariane.
Com a nova relação entre os dentes, foi possível criar as condições necessárias para reconstruir as estruturas desgastadas e recuperar a função mastigatória. A paciente também percebeu uma mudança no contato entre os dentes durante o dia a dia.
“Funcionalmente, sinto uma melhora até na mastigação, porque não sinto mais os dentes ali batendo. Para mim era normal, então agora parece que eu não sinto mais isso”, afirma.
A mudança também repercutiu na aparência. Como trabalha com estética, Ariane conta que se sente melhor com o sorriso. Na reconstrução, optou por porcelana em uma tonalidade próxima à cor natural dos dentes.
“Eu não queria tão branco porque uso muito batom e não queria que ficasse tão artificial. Escolhi uma cor mais semelhante à do meu dente”, explica.
Quando uma restauração que quebra pode indicar outro problema
Uma restauração que quebra repetidamente nem sempre significa que o material utilizado está com defeito. O desgaste dos próprios dentes e alterações na forma como eles se encontram durante a mordida também podem estar relacionados ao problema.
“A altura da nossa mordida, impactada pelo espaço entre as arcadas superiores e inferiores, sofre alteração à medida que os dentes passam por algum desgaste”, explica a professora Analucia. Segundo ela, quando esse espaço diminui, fica mais difícil reconstruir os dentes de maneira adequada e estável.
Por isso, a avaliação precisa considerar não apenas o dente que apresenta a quebra, mas também a relação entre os demais dentes, a posição da mandíbula e os sinais de desgaste. No caso de Ariane, essa investigação permitiu identificar o bruxismo e entender que simplesmente refazer a restauração não resolveria a causa do problema.
Formação conectada à prática clínica
Utilizado nas atividades acadêmicas da Univali Be Dental School, o caso integra o curso Aumento da Dimensão Vertical de Oclusão (DVO) da escola, voltado ao aperfeiçoamento de cirurgiões-dentistas para o diagnóstico e tratamento de pacientes que apresentam desgaste dos dentes e alterações na mordida.
As etapas do tratamento são apresentadas aos estudantes, que acompanham a discussão de um caso clínico real e podem observar como a investigação da causa de um problema interfere na escolha do tratamento.
“Casos como o de Ariane permitem aos estudantes acompanhar situações que fazem parte da rotina profissional e compreender que uma queixa aparentemente simples pode ter diferentes causas”, observa a professora Analucia. Segundo ela, a análise detalhada do desgaste dos dentes, mordida e hábitos do paciente ajuda o profissional a definir uma estratégia de tratamento adequada para cada caso.
A clínica-escola da Univali Be Dental School oferece à comunidade atendimentos como profilaxia, clareamento, facetas, restaurações e tratamento de canal, além de especialidades como implantodontia, cirurgia buco-maxilofacial, harmonização facial, ortodontia, prótese dentária, periodontia e odontopediatria. Com valores acessíveis, os atendimentos são realizados sob supervisão de professores mestres e doutores.