Por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão na investigação sobre o suposto uso irregular de recursos públicos destinados ao filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro. O despacho de Dino foi embasado nas suspeitas da própria PF de que o deputado federal Mário Frias e a empresária Karina Ferreira da Gama, produtora de Dark Horse, tenham participado de um esquema de desvio de emendas parlamentares, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação de documentos. Segundo a PF, entre abril de 2024 e julho deste ano, recursos federais repassados por emendas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG ligada a Karina, teriam sido desviados por meio de contratações com indícios de simulação e pagamentos sem comprovação suficiente dos serviços prestados. (Globo)
Na decisão, Dino aponta que as movimentações atípicas nas contas da Go Up Entertainment, produtora de Karina, ocorreram entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025. Totalizaram R$ 19 milhões, sendo R$ 9 milhões a crédito e R$ 10 milhões a débito. (UOL)
A Polícia Federal suspeita que uma intrincada operação financeira tenha sido usada para fazer com que recursos de emendas parlamentares do deputado Mário Frias chegassem à produtora de Dark Horse. Os investigadores rastreiam R$ 750 mil transferidos à Go Up Entertainment. Segundo a investigação, o caminho do dinheiro teria começado no ICB, entidade que recebeu recursos públicos por meio de emendas de Frias. Entre fevereiro e março de 2025, o instituto repassou R$ 700 mil à Dinâmica Editora e ao Instituto Super Poder, empresas ligadas a um fornecedor de Karina. Meses depois, entre novembro e dezembro, quando Dark Horse estava sendo filmado, outra empresa do mesmo grupo fornecedor, a NTT Brasil, transferiu outros R$ 750 mil para a Go Up Entertainment. (Folha)
A PF ainda identificou um repasse de R$ 1 milhão feito por Marcello de Oliveira Lopes, ex-coordenador de comunicação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), à Go Up Entertainment. Lopes, que também é amigo pessoal de Flávio, deixou a campanha em maio. Segundo dados do Coaf citados pela PF, a transferência ocorreu entre novembro e dezembro de 2025. (g1)
Na operação, a PF apreendeu sete armas de fogo e o celular de Mário Frias. (g1)
Flávio Dino proibiu que Mário Frias e e outros 28 investigados na Operação Make Up deixem o Brasil sem autorização judicial. A decisão também impede que eles mantenham contato entre si. (CNN Brasil)
Enquanto isso... O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como uma “terceira facada” a operação da Polícia Federal. Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o ministro Dino de perseguir adversários políticos do governo Lula e relacionou a ação à decisão que recolocou Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal. (Metrópoles)