
Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Andressa Anholete/Agência Senado
Pesquisa BTG/Nexus, realizada entre os dias 26 e 28 de junho, já com o caso Master expondo Jaques Wagner, do PT, e com o vídeo-bomba de Michelle Bolsonaro no ar, mostra pouca oscilação nas intenções de voto para presidente da República. No principal cenário estimulado, Lula (PT) mantém a liderança com 8 pontos percentuais de vantagem: o presidente tem 42% contra 34% de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na rodada anterior, eram 9 pontos. Ronaldo Caiado (PSD-GO) oscilou de 4% para 5%. A principal mudança se deu na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio. Lula aparece com 47%, numa queda de 2 pontos em relação à pesquisa anterior, e Flávio, com 44% (+1pp). Com isso, os dois voltam a aparecer em empate técnico, no limite da margem de erro. A taxa de rejeição de Lula também parou de melhorar, subindo, dentro da margem de erro, de 47% para 49%, mesmo índice registrado em março. Já a rejeição a Flávio parou de crescer, oscilando levemente para baixo, de 52% para 51%. A pesquisa mostra ainda que a taxa de aprovação do governo parou de melhorar e se estabilizou em 48% de aprovação e 48% de desaprovação. Confira os dados na íntegra. (Meio)
Na tentativa de contemplar mulheres em sua campanha, em meio à contenda pública com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou em suas redes sociais uma entrevista de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, que, há duas semanas, aderiu à sua pré-campanha à Presidência. Na postagem, ele escreveu que “as mulheres terão um papel fundamental na reconstrução do Brasil”, aumentando especulações sobre que função Daniella exerceria em caso de vitória dele sobre o presidente Lula em outubro. Braço-direito de Paulo Guedes quando ele comandava a economia no governo de Jair Bolsonaro, Daniella é uma aposta de parte do mercado e dos aliados de Flávio para assumir o Ministério da Fazenda. (Globo)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir nesta semana se prorroga ou não a prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro. O prazo de 90 dias para a decisão venceu no dia 25. No sábado, os advogados de Bolsonaro alegaram que a apreensão da arma do ex-presidente com um auxiliar do ex-presidente não configura uma falta grave, já que ele “nunca foi comunicado sobre eventual cassação do registro da arma ou mesmo de início do processo administrativo necessário para tanto” e que, portanto, “a manutenção da arma era legítima”. (g1)