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Serviços criaram 20,3 mil novas vagas em abril, mas Varejo fechou 5,7 mil postos no mês, aponta Feco

Thursday, 25 de June de 2026

Serviços criaram 20,3 mil novas vagas em abril, mas Varejo fechou 5,7 mil postos no mês, aponta FecomercioSP 

Logística e saúde sustentaram as contratações, enquanto o comércio segue pressionado pelo consumo mais fraco

O setor de Serviços paulista criou mais de 20,3 mil novas vagas formais em abril, o quarto resultado positivo consecutivo no ano [gráfico 1], segundo dados da Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

No total, entre janeiro e abril, o setor já gerou 147.999 vagas no Estado, enquanto o Varejo, ao contrário, encerrou esse período com o fechamento de 18.933 postos.

[GRÁFICO 1]

Variação na geração de empregos no setor de Serviços no Estado de São Paulo

Fonte: Caged/FecomercioSP

Dentre as atividades que mais cresceram, destacam-se os segmentos de transporte, armazenagem e correio, com saldo positivo de 8.651 postos — entre contratações e demissões —, e o de saúde humana e serviços sociais, que gerou 5.187 novas vagas [tabela 1]. 

 

[TABELA 1]

Variação na geração de empregos no setor de Serviços no Estado de São Paulo

Por atividade

Fonte: Caged/FecomercioSP

O desempenho reflete, segundo a FecomercioSP, a força das atividades ligadas à logística e aos serviços essenciais, que continuam sustentando a geração de empregos mesmo em um ambiente econômico marcado por condições de crédito mais restritivas.

Comércio paulista em queda

Na contramão dos Serviços, o Comércio paulista encerrou o mês de abril com um saldo negativo de 5.765 postos celetistas [tabela 2]. No acumulado do ano, esse número já chega a 13.466 vagas.

O resultado foi influenciado pelo Varejo, que fechou 5.721 vagas em abril e, com isso, já acumula uma perda de 18.933 empregos.

[TABELA 2]

Variação na geração de empregos no Comércio no Estado de São Paulo 

Por atividade

Fonte: Caged/FecomercioSP

A comparação com abril de 2025 aponta uma desaceleração no setor: no mesmo mês do ano passado, o Comércio paulista havia criado quase 12 mil vagas. Em abril deste ano, porém, o saldo foi negativo em 5,7 mil postos.

[GRÁFICO 2]

Variação na geração de empregos no Comércio no Estado de São Paulo 

Fonte: Caged/FecomercioSP

O cenário reflete os efeitos do crédito mais caro sobre o consumo familiar, especialmente nos segmentos mais dependentes de financiamento e parcelamento das compras. Com os juros elevados, os consumidores gastam menos, o que afeta diretamente o Varejo, um dos setores mais sensíveis às oscilações do consumo, com reflexos na geração de empregos.

Capital acompanha tendência estadual

Na Cidade de São Paulo, por sua vez, o comportamento dos setores foi semelhante ao do Estado. O Comércio paulistano fechou abril com saldo negativo de 1.894 vagas — e já acumula perda de pouco mais de 5 mil postos neste ano [tabela 3]. O Varejo respondeu pela maior parte desse resultado, com fechamento de 6,1 mil empregos entre janeiro e abril.

Esses números apontam a mesma pressão do crédito caro sobre o consumo observada no restante do Estado.

[TABELA 3]

Variação na geração de empregos no Comércio na Cidade de São Paulo 

Por atividade

Fonte: Caged / FecomercioSP

Já o setor de Serviços manteve desempenho positivo na capital pelo quarto mês consecutivo. Em abril, foram criados quase 2 mil empregos formais, elevando para 42.051 o saldo acumulado no ano. Os segmentos que registraram mais crescimento do mês ficaram por conta das atividades de saúde humana e serviços sociais, com 1.787 vagas, e alojamento e alimentação, com 842 postos. [tabela 4].

[TABELA 4]

Variação na geração de empregos no Setor de Serviços na Cidade de São Paulo 

Por atividade

Fonte: Caged/FecomercioSP

O desempenho do mercado de trabalho paulista continuará condicionado à evolução do crédito e da atividade econômica ao longo do segundo semestre. Enquanto os Serviços tendem a manter crescimento mais consistente, o Comércio ainda depende de uma recuperação mais sólida do consumo para retomar o ritmo de contratações observado nos anos anteriores.

Nota metodológica

A Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP) passou por reformulação em sua metodologia e, agora, analisa o nível de emprego celetista dos setores de Comércio e de Serviços do Estado de São Paulo a partir de dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho — passando a se chamar PESP de Comércio e Serviços.

 

Sobre a FecomercioSP

Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que afetam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.



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