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Ultradireita vence eleição presidencial na Colômbia

Monday, 22 de June de 2026

Ultradireita vence eleição presidencial na Colômbia

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Foto: Jaime Saldarriaga/AFP

A eleição de Abelardo de la Espriella coloca a Colômbia ao lado de outros países da América Latina que, nos últimos anos, elegeram líderes de direita ou ultradireita, como El Salvador, Argentina e Equador. Com 99,9% das urnas apuradas, o advogado venceu o senador Iván Cepeda por uma margem apertada, obtendo 49,65% dos votos, contra 48,7% do candidato apoiado pelo presidente Gustavo Petro. A diferença entre os dois ficou abaixo de 300 mil votos. A apuração preliminar confirmou a tendência apontada pelas pesquisas de intenção de voto e consolidou a guinada política do país após quatro anos de um governo de esquerda. O presidente Gustavo Petro, porém, evitou reconhecer o resultado e voltou a levantar dúvidas sobre a contagem dos votos. Em publicação nas redes sociais, afirmou que ainda há irregularidades e que o vencedor só poderá ser definido após a conclusão do escrutínio oficial. (Folha)

Veja como fica o mapa político na América do Sul com a vitória da direita colombiana. (g1)

A vitória apertada de Abelardo de la Espriella neste domingo confirmou uma tradição da política colombiana: eleições decididas por margens apertadas. Desde que a Constituição de 1991 instituiu o sistema de segundo turno, a Colômbia já realizou sete disputas presidenciais nesse formato e, na maioria delas, a diferença entre os candidatos ficou abaixo de um milhão de votos. O resultado deste ano reforça um padrão recorrente no país, marcado por forte polarização e disputas equilibradas até os últimos votos. A eleição mais apertada da história continua sendo a de 1994, quando Ernesto Samper derrotou Andrés Pastrana por apenas 156,5 mil votos. (El Tiempo)

Até poucos meses atrás, Abelardo de la Espriella era uma figura pouco conhecida fora dos círculos empresariais e jurídicos da Colômbia. Sem experiência política, De la Espriella construiu sua candidatura apoiado em uma campanha populista financiada com recursos próprios, forte presença nas redes sociais e, nas últimas semanas, no apoio declarado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O discurso duro contra a esquerda e a promessa de intensificar o combate ao narcotráfico ajudaram a impulsionar sua popularidade, mas também despertaram críticas de adversários, que veem risco de autoritarismo em sua agenda política. (New York Times)

  

Keir Starmer anunciou nesta segunda-feira sua renúncia à liderança do Partido Trabalhista britânico e, por conseguinte, ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido. Em um discurso na porta da residência oficial, Starmer afirmou que apoiará o substituto que o partido escolher e afirmou ter restaurado a confiança na economia e na defesa do país e purgado o partido do antissemitismo. Mais cedo, ele comunicou a decisão ao rei Charles III e disse que permanece interinamente no cargo até a escolha do sucessor, prevista para setembro. (BBC)

Para ler com calma. A carreira de Keir Starmer foi meteórica, apenas 11 anos entre a primeira eleição para o Parlamento e a conquista do poder em 2024. Mas, para muitos analistas — inclusive aliados —, viu-se imobilizado pelo peso do cargo, por más escolhas para o ministério e pela crescente fragmentação da política britânica. (Guardian)



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