
Fotos: Antônio Augusto/MPF e Reprodução/PF
A Procuradoria-Geral da República (PGR) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, aprofundando o isolamento jurídico do empresário no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero. A manifestação acompanha o entendimento adotado pela Polícia Federal na semana passada. Na avaliação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e dos integrantes da força-tarefa, a proposta não apresentou informações inéditas capazes de contribuir de forma relevante para as investigações. Após a rejeição da proposta, a Polícia Federal solicitou que o empresário deixe a Superintendência da corporação, onde está detido atualmente, e seja transferido de volta ao Complexo da Papuda. (g1)
A PGR também se manifestou contra o pedido de prisão domiciliar de Vorcaro e defendeu que o STF decida sobre sua transferência da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O ministro André Mendonça, relator do caso, havia solicitado parecer da PGR tanto sobre o pedido da PF para retirar Vorcaro das dependências da corporação quanto sobre o pedido da defesa por prisão domiciliar. (Metrópoles)
A fracassada tentativa de Daniel Vorcaro de firmar um acordo de delação premiada provocou desgaste tanto com os investigadores quanto com sua própria defesa. Um dos principais pontos de atrito envolve a relação de Vorcaro com o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Segundo interlocutores, o empresário não apresentou explicações consideradas satisfatórias sobre os vínculos financeiros com o parlamentar, tema que já é alvo de apuração independente. Vorcaro sustentava que a relação se limitava a uma amizade. (Folha)
A produtora Go UP Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), declarou às autoridades que a produção custou ao menos R$ 75,1 milhões. A informação consta em documentos anexados ao inquérito da Polícia Civil que investiga a empresária Karina Ferreira da Gama, alvo de um inquérito que apura o contrato de R$ 108 milhões para a instalação de pontos de wi-fi na periferia da cidade de São Paulo. Segundo a produtora, R$ 54 milhões foram gastos no exterior e R$ 20,9 milhões, no Brasil. O custo total declarado pela produtora foi de US$ 13,39 milhões, embora as gravações tenham sido realizadas integralmente em território brasileiro. (g1)