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Meio/Ideia: Flávio perde jovens, alta renda e centro-direita

Thursday, 28 de May de 2026


Meio/Ideia: Flávio perde jovens, alta renda e centro-direita

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Foto: Daniel Ramalho/AFP

A crise envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master provocou desgaste relevante na pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), revela a pesquisa Meio/Ideia divulgada há instantes. O levantamento mostra ampliação da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno — 38,5% a 31,5%, contra 40% a 36% da pesquisa anterior. No segundo turno, Flávio caiu de uma vantagem numérica frente a Lula (45,3% a 44,7%), para uma desvantagem de 5,1 pontos. Lula tem 46,5%, e o senador, 41,4%. A margem de erro é de 2,5 pontos. Segundo a pesquisa, a perda de apoio ao pré-candidato do PL foi mais intensa entre eleitores de renda acima de cinco salários mínimos (18,9 pontos), pessoas que se identificam como centro-direita (18 pontos) e jovens de 16 a 24 anos (15,7 pontos). “A queda de Flávio foi grande em três grupos onde não pode perder. Os jovens e os moderados de direita são fundamentais num segundo turno apertado. Os brasileiros de maior renda são onde está a briga com Lula”, avalia Pedro Doria, diretor de jornalismo do Meio. (Meio)

O levantamento também mediu o impacto político do caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Mais de 60% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento das revelações sobre os pedidos de recursos para o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os entrevistados, 44% disseram ter passado a ter opinião pior sobre Flávio Bolsonaro após o episódio, enquanto 30,8% afirmaram não ter mudado de percepção. A pesquisa ainda aponta que 48% defendem investigação aprofundada do caso pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. O levantamento ouviu 1.500 pessoas entre 23 e 27 de maio e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Confira a íntegra da pesquisa. (Meio)

A aprovação do presidente Lula melhorou, embora siga abaixo da reprovação. Segundo a pesquisa, 46,6% dos eleitores aprovam Lula contra 51,4% que reprovam — no levantamento anterior eram 44% e 53%. De acordo com Cila Schulman e Mauricio Moura, respectivamente CEO e fundador do Instituto Ideia, todos os presidentes concorrendo à reeleição melhoraram suas avaliações de governo durante o ano da reeleição, e Lula segue essa tendência. “Ou seja, o presidente já se estabelece em um patamar bastante competitivo. A essa altura, em 2022, Jair Bolsonaro ainda não tinha esse degrau de aprovação”, avaliam. (Meio)

A pesquisa Meio/Ideia ainda simulou cenários alternativos para a disputa presidencial de 2026 sem a candidatura de Flávio Bolsonaro. Em eventuais disputas de segundo turno, Lula venceria Ronaldo Caiado (PSD) por 46% a 40%; Michelle Bolsonaro (PL) também por 46% a 40%; Romeu Zema (Novo) por 46% a 37%; Renan Santos (Missão) por 46% a 31%; Tereza Cristina (União Brasil), por 46% a 27%; Joaquim Barbosa (Democracia Cristã) por 46% a 26%; e Aécio Neves (PSDB) por 46% a 25%. (Meio)

  

A Câmara dos Deputados aprovou a PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e abre caminho para o fim da escala 6x1. O texto recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários. A PEC agora segue para o Senado. Mais cedo, o texto já havia sido aprovado em comissão especial por 34 votos a 4. A PEC prevê uma transição de até 14 meses para implementação da nova jornada. A carga horária semanal cairá inicialmente de 44 para 42 horas dois meses após a promulgação da PEC, chegando a 40 horas ao fim do período de transição. Deputados também rejeitaram uma proposta do PL que buscava alterar o cronograma da mudança para a escala 5x2. A tramitação acelerada da PEC contou com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que convocou sessões extras para acelerar a votação da proposta. (g1)

Confira como votou cada deputado. (UOL)

Enquanto isso, grandes redes do varejo brasileiro vêm ampliando testes com a escala 5x2 e relatam efeitos positivos na atração e retenção de funcionários em meio ao debate sobre o fim da jornada 6x1 no Congresso. Os varejistas afirmam ter registrado redução da rotatividade, menos faltas e maior interesse de candidatos por vagas após a adoção do modelo com dois dias de folga semanais. Ao mesmo tempo, as empresas apontam desafios operacionais ligados à reorganização de escalas, risco de aumento de custos e necessidade de ampliação das equipes. (Folha)



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