
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu insistir na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a rejeição inédita sofrida pelo nome do ministro no Senado. Lula passou a tratar o episódio como uma afronta política ao governo e à prerrogativa presidencial de indicar ministros da Corte. A possibilidade de reenviar a indicação ocorre em meio ao agravamento da crise entre o Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A avaliação no Palácio é que desistir de Messias consolidaria a imagem de derrota política imposta pelo Senado. O desgaste entre Lula e Alcolumbre ficou evidente na última terça-feira, durante a posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Alcolumbre foi o único integrante da mesa principal a não aplaudir Jorge Messias durante homenagem feita pelo presidente da OAB, Beto Simonetti. (Globo)
Pesquisa Datafolha divulgada neste final de semana mostra estabilidade na avaliação do governo. Segundo o levantamento, 39% dos entrevistados classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 30% a consideram ótima ou boa. Outros 29% avaliam o governo como regular, e 1% disseram não saber responder. Os números oscilam dentro da margem de erro em relação à pesquisa anterior, divulgada em abril. (g1)
Mesmo com todos os pacotes de bondades do governo, a pesquisa mostra que segurança pública, saúde, economia e combate à corrupção são hoje as áreas mais mal avaliadas do governo Lula. Segurança pública aparece no topo da lista de áreas consideradas mais problemáticas da gestão, com 16% das menções dos entrevistados. Na sequência surgem saúde, com 15%, e economia e combate à corrupção, ambas com 13%. (Metrópoles)
Apesar dos resultados ruins das pesquisas, a ordem no Planalto é ampliar os pacotes de bondades nesses meses que antecedem as eleições. Um novo conjunto de medidas econômicas e sociais vai injetar cerca de R$ 227 bilhões na economia em 2026. O cálculo inclui novos programas anunciados pelo governo, reforços orçamentários de políticas já existentes e subsídios em diferentes áreas. (CNN Brasil)