
Foto: Rosinei Coutinho/STF
Buscar “omissões” e “contradições” no depoimento do diretor do Banco Central Ailton de Aquino sobre a liquidação do Banco Master. Essa foi a orientação passada por escrito à Polícia Federal pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso. Nas perguntas que encaminhou à PF, ele aparentava buscar elementos que sustentassem a tese de que o BC agiu precipitadamente ao liquidar o banco. Procurado, o gabinete de Toffoli respondeu que “linhas investigatórias ocorrem de acordo com os elementos de prova colhidos pelos órgãos competentes”. (Estadão)
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), vai pedir a Toffoli que devolva à comissão os dados da quebra de sigilo do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master. O ministro transferiu toda a documentação para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e a colocou sob sigilo total. “Não existe democracia com sigilo seletivo”, disse Viana. (Metrópoles)
Um ano antes de liquidar o Banco Master durante a Operação Compliance Zero, o BC deu um ultimato para que a instituição tomasse medidas para melhorar sua governança corporativa e recompor a saúde financeira em seis meses. Em ofício enviado à autoridade monetária em novembro de 2024, Daniel Vorcaro se comprometia a cumprir as exigências. O documento enfraquece a principal linha de defesa do banqueiro, acusado de fraudes financeiras para esconder a real situação do Master. Os advogados de Vorcaro alegam que ele foi “pego de surpresa” pela liquidação em novembro do ano passado. (Estadão)