Mesmo tendo três governadores como pré-candidatos à Presidência da República sob sua saia, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, parece não estar totalmente convencido de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) desistiu, de fato, dos sonhos de chegar ao Palácio do Planalto. Apesar de afirmar que considera mais provável a candidatura de Tarcísio à reeleição, Kassab diz não descartar totalmente o governador paulista da disputa presidencial. Segundo o presidente do PSD, mudanças de cenário podem alterar decisões políticas, mas, no momento, a avaliação é de que Tarcísio permaneça no projeto estadual. “Jamais uso a palavra nunca na política”. Mais cedo, Tarcísio visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, e voltou a afirmar que pretende disputar a reeleição em São Paulo e reiterou apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro. (g1)
Kassab, aliás, liberou o prefeito do Rio e pré-candidato ao Palácio Guanabara, Eduardo Paes, para apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo com o partido tendo hoje três governadores colocados como pré-candidatos à Presidência. “Não é o Eduardo que quer apoiar este ou aquele. Todos querem estar no palanque do Eduardo”, disse. Para Kassab, a alta popularidade de Paes o transforma em um polo natural de alianças no Estado do Rio. (Agenda do Poder)
E as movimentações políticas de Kassab começam a despertar incômodo entre o Centrão, aliado em potencial do PSD na corrida presidencial. Para lideranças do grupo, o lançamento simultâneo de três pré-candidaturas abriria margem para o PSD negociar, mais adiante, a retirada dos nomes em troca de neutralidade — movimento que, na avaliação do Centrão, tende a beneficiar Lula. A leitura é que quem apresenta três pré-candidatos, na prática, não consolida nenhum. Em português claro, lideranças partidárias estão vendo a movimentação de Kassab como um blefe para manter a aliança com Lula. O PSD hoje tem três ministérios na Esplanada. (CNN Brasil)