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Moraes esteve com presidente do BRB na mansão de Vorcaro

Quarta, 28 de janeiro de 2026


Moraes esteve com presidente do BRB na mansão de Vorcaro

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Fotos: Rosinei Coutinho/STF, Renato Alves/Agência Brasília e Divulgação/Banco Master

A crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o escândalo do Banco Master dá indícios de que não terá fim a curto prazo. Segundo Andreza Matais e André Shalders, o ministro Alexandre de Moraes esteve ao menos duas vezes na mansão do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Master, em Brasília. Em uma dessas ocasiões, no primeiro semestre de 2025, Moraes conheceu lá o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O encontro ocorreu em um fim de semana, em um ambiente reservado da residência, e contou com a presença de um assessor do ministro. À época, o Banco Master buscava apoio do BRB em meio a dificuldades financeiras, e o tema teria sido mencionado na conversa. O escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, manteve um contrato de R$ 129 milhões com o Master, mas Moraes nega que ela tenha atuado na tentativa de venda do banco ao BRB, vetada pelo BC. (Metrópoles)

Nos bastidores do STF, conta Fabio Graner, Moraes tem incentivado o colega Dias Toffoli a permanecer como relator do caso Master, embora a defesa pública de Toffoli tenha sido feita pelo decano da Corte, Gilmar Mendes. A avaliação é que um eventual recuo do relator poderia abrir precedente perigoso para o Supremo, ampliando a vulnerabilidade da Corte. (Globo)

Já o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que a tendência é que o inquérito que investiga o Master não permaneça no Supremo. Fachin disse ter conversado com outros ministros nos últimos dias diante da crise de imagem enfrentada pela Corte em razão da condução do caso e que o encaminhamento natural é que o inquérito deixe o STF. “Há uma tendência, pelo que se verifica até agora, que não se justifique [caso Master] ficar aqui”, disse. A decisão de devolver a investigação à primeira instância, porém, caberá a Toffoli. (g1)

Mas não é só o Judiciário que está na berlinda. Segundo Álvaro Gribel, o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto tinha conhecimento dos problemas do Master, mas não quis intervir na instituição. Em pelo menos duas ocasiões em 2024, Campos Neto teria atuado para evitar a liquidação do banco de Daniel Vorcaro. (Estadão)

Enquanto isso...  O Planalto informou que não tinha conhecimento do contrato firmado entre o escritório do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o Banco Master. Entretanto, o contrato é apontado por integrantes do governo como um dos fatores que aceleraram o pedido de demissão do ministro, oficializado em 10 de janeiro. O Executivo avalia ainda que não houve conflito de interesses, já que Lewandowski passou o controle do escritório aos filhos antes de assumir o ministério. (CNN Brasil)



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