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EUA recuam da acusação de que Maduro chefia cartel de drogas

Quarta, 07 de janeiro de 2026


EUA recuam da acusação de que Maduro chefia cartel de drogas

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Foto: Stringer/Anadolu via AFP

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos recuou em uma das principais acusações contra o presidente deposto da Venezuela Nicolás Maduro. Após sua prisão em Nova York, promotores abandonaram a tese de que o chavista liderava um cartel de drogas estruturado, o Cartel de los Soles. A nova acusação mantém a denúncia de conspiração para o tráfico, mas deixa de caracterizar a estrutura como uma organização criminosa formal, descrevendo-a como um “sistema de clientelismo” e uma “cultura de corrupção” financiados por recursos do narcotráfico. O parecer afirma ainda que Maduro e seu antecessor, Hugo Chávez, participaram, perpetuaram e protegeram esse sistema. Apresentada originalmente pelo Departamento de Justiça em 2020, a acusação foi retomada pelo governo de Donald Trump no ano passado para sustentar a pressão contra Maduro. Em julho, o Departamento do Tesouro designou o Cartel de los Soles como organização terrorista e, em novembro, o secretário de Estado, Marco Rubio, determinou que o Departamento de Estado adotasse a mesma classificação. (New York Times)

Trump afirmou em suas redes sociais que o governo interino da Venezuela teria concordado em enviar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” aos EUA. O presidente americano disse que o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado e que ele vai controlar o dinheiro obtido para garantir que os recursos sejam usados “em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”. Além disso, segundo a Reuters, autoridades dos dois países estão discutindo um acordo para vender o petróleo parado da Venezuela às refinarias dos EUA e redirecionar embarques que antes seguiam para a China. (g1)

Por falar em governo interino, uma avaliação confidencial da CIA indicou que integrantes do alto escalão do regime de Nicolás Maduro, entre eles a agora presidente Delcy Rodríguez, estariam em melhor posição para liderar um governo interino caso o chavista perdesse o poder. O diagnóstico, revelado pelo Wall Street Journal, foi apresentado a Trump e a um grupo restrito de assessores nas últimas semanas e pesou na decisão da Casa Branca de apoiar Rodríguez. A análise concluiu que nomes do chavismo teriam mais capacidade de sustentar a estabilidade no curto prazo por manterem o respaldo das Forças Armadas e de outras elites políticas e de segurança. (Wall Street Journal)

Vídeos gravados por moradores durante o ataque de sábado indicam que os EUA usaram pela primeira vez drones kamikaze em combate, marcando a entrada oficial de Washington na era da guerra de baixo custo. Confira. (Folha)

Em outra frente, numa nota divulgada ontem, a Casa Branca informou que, com relação à possibilidade de adquirir a Groenlândia, “o presidente e sua equipe estão discutindo uma série de opções para atingir esse importante objetivo de política externa e, é claro, utilizar as Forças Armadas dos EUA é sempre uma opção à disposição do comandante-em-chefe”. A gestão sustenta que a aquisição seria uma prioridade de segurança nacional, necessária para conter adversários no Ártico, apesar das objeções europeias. Funcionários, no entanto, também destacam a relevância estratégica da Groenlândia por seus depósitos de minerais com aplicações de alta tecnologia e uso militar. (Reuters)

Meio em vídeo. Yan Boechat, editor do Meioestá na fronteira com a Venezuela e contou como está o clima e o que já dá para inferir sobre o regime sob Delcy Rodríguez no Central Meio, que vai ao ar diariamente às 12h15. (YouTube)

Mais Meio em vídeo. A intervenção dos EUA na Venezuela escancara o avanço das autocracias num mundo em que as regras deixaram de valer. Confira a análise de Flávia Tavares no Cá entre Nós. (Meio)

E no Meio Político desta semana, exclusivo para assinantes premium, Creomar de Souza mostra que a prisão de Maduro e sua exibição pública fazem parte do ritual de poder típico dos impérios e que os fundamentos políticos liberais do século 20, como direito internacional e multilateralismo, saíram de cena — sem previsão de voltarem. Faça agora uma assinatura premium e receba o Meio Político às 11h.



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