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Custo de vida na RMSP cresceu na reta final do ano, mas perspectiva para os próximos meses melhora

Segunda, 05 de janeiro de 2026

Custo de vida na RMSP cresceu na reta final do ano, mas perspectiva para os próximos meses melhora
 
Segundo a FecomercioSP, avanço é pontual e inflação mais moderada deve ajudar orçamento das famílias em 2026
 
O Custo de Vida por Classe Social (CVCS) na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) encerrou o ano em aceleração. Em novembro, o índice registrou variação de 0,41% e acumulou alta de 5,03% em 12 meses. A classe E apresentou a maior variação de preços no período, com avanço de 0,48%. Na sequência, ficaram as classes B e A, com altas de 0,35% e 0,33%, respectivamente.
 
O segmento de transportes, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), foi o principal fator de pressão sobre o indicador. Com alta de 0,54%, o grupo contribuiu com 0,12 ponto porcentual (p.p.) para a variação geral do CVCS.

 
[GRÁFICO 1]
Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (2025)
Série histórica (13 meses)
Fonte: IBGE/FecomercioSP

Para a Federação, apesar da alta pontual em novembro, o CVCS apresenta trajetória de arrefecimento quando observados os últimos 12 meses. As elevações registradas em novembro não têm origem estrutural, mas sazonal, o que aponta para uma perspectiva mais favorável no longo prazo.
 
Isso acontece porque uma inflação mais moderada auxilia na recomposição da renda e fortalece o poder de compra, especialmente no fim do ano, contribuindo para manter o orçamento familiar sob controle no início de 2026.

 
[TABELA 1]
Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo — novembro de 2025
Fonte: IBGE/FecomercioSP

Passagens aéreas puxam alta de transportes
Os bilhetes aéreos foram os que mais pressionaram os preços do grupo de transportes, impulsionados pelo turismo de lazer e pelos feriados do mês, subindo 10,8%. As passagens de ônibus interestadual, por sua vez, registraram elevação de 3,33%. No varejo, o etanol avançou 1,4%, e a gasolina, 0,7%.
 
Com mais folga no orçamento, os lares de maior renda foram os mais impactados pela variação. A classe A registrou variação de 1,06%, enquanto a classe E apresentou quase uma estabilidade, com variação de 0,04%.
 
[TABELA 2]
Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (Novembro de 2025)

Por Classes Sociais
Fonte: IBGE/FecomercioSP

Energia elétrica eleva preços
Na habitação, houve incremento de 0,53%, influenciado principalmente pela alta da energia elétrica, que sofreu reajuste e avançou 0,7%. Também contribuíram para esse resultado as variações positivas de 2,3% em tijolo, cimento e revestimentos de piso.
 
Já o segmento de alimentos e bebidas, que vinha exercendo pouca influência nos últimos meses, sofreu a segunda maior pressão altista do mês (0,42%), com contribuição de 0,10 p.p. A variação foi semelhante entre as classes sociais, com aumento tanto nos serviços (0,22%) quanto no varejo (0,57%).
 
Fim de ano com alimentos mais caros
A alta no grupo de alimentação e bebidas foi estimulada pelas carnes, como patinho (4,2%), acém (2,8%) e costela (2,7%). O preço do boi gordo no mercado registrou aumento de cerca de 5% nos últimos dois meses, contribuindo para as elevações. Também foram observadas altas em alface (4,7%), óleo de soja (3,2%) e feijão-carioca (1,6%). Por outro lado, leite e derivados tiveram quedas, como a de 2,3% no leite longa vida e a de 2% no queijo.
 
Além dos itens alimentícios, as famílias chegaram às compras de fim de ano com o vestuário mais caro. O grupo apresentou alta de 0,88%, com contribuição de 0,05 p.p. Dentre as principais elevações, bermuda masculina (3,2%), vestido (2,8%) e calça comprida feminina (2,5%).
 
Eletroeletrônicos puxam única queda no mês
As demais altas foram registradas nos grupos de saúde (0,3%) e despesas pessoais (0,72%), com contribuição conjunta de 0,08 p.p. No primeiro segmento, a pressão veio dos serviços, com avanços de 2,5% para dentistas e de 0,5% nos planos de saúde. Já no segundo, o turismo, associado à alta temporada, voltou a pressionar, com aumentos de 4,6% nos hotéis e de 4,2% nas excursões.
 
Os grupos de educação e comunicação apresentaram estabilidade. Artigos do lar, por sua vez, foram os únicos a registrarem retração (-0,38%), com contribuição de -0,02 p.p., influenciados pelos eletroeletrônicos, como refrigeradores (-3,4%), microcomputadores (-2,2%) e fogões (-1,8%).
 
Índice de Preços do Varejo e dos Serviços
O Índice de Preços do Varejo (IPV) apontou alta de 0,45%, acumulando crescimento de 2,75% no ano. Nos últimos 12 meses, o índice variou 3,91%. Dentre os oito grupos que compõem o indicador, três encerram o mês com decréscimo em suas variações médias: artigos de residência (-0,45%),  educação (-0,33%) e  despesas pessoais (-0,14%).
 
Já o Índice de Preços dos Serviços  (IPS) apontou avanço de 0,36%, registrando uma alta acumulada em 2025 de 5,97%. Nos últimos 12 meses, o IPS variou 6,22%. Dentre os oito grupos que compõem o indicador, nenhum encerrou mês com decréscimo, mas a maior contribuição para o resultado veio da habitação (0,45%).


Nota metodológica
CVCS

O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), formado pelo Índice de Preços de Serviços (IPS) e pelo Índice de Preços do Varejo (IPV), utiliza informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE e contempla as cinco faixas de renda familiar (A, B, C, D e E) para avaliar os pesos e os efeitos da alta de preços na região metropolitana de São Paulo em 247 itens de consumo. A estrutura de ponderação é fixa e baseada na participação dos itens de consumo obtida pela POF de 2008/2009 para cada grupo de renda e para a média geral. O IPS avalia 66 itens de serviços, e o IPV, 181 produtos de consumo.
 
Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.


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