Jornal Evolução Notícias de Santa Catarina
Facebook Jornal Evolução       (47) 99660-9995       Whatsapp Jornal Evolução (47) 99660-9995       E-mail

REPERCUSSÕES DA PRISÃO DE BOLSONARO

Domingo, 23 de novembro de 2025

Imagem indisponível

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, teve uma reação comedida ao saber da prisão de Jair Bolsonaro. Questionado por jornalistas sobre a detenção, ele disse: “Não, eu não sei nada sobre isso. Eu não ouvi sobre isso. Foi isso que aconteceu? É uma pena, uma pena, eu só acho que é uma pena”. Pouco depois, em e-mail enviado para jornalistas, a Casa Branca acrescentou que “Trump pareceu dar a entender que conversou com o presidente Lula” na noite anterior. Segundo a Casa Branca, Trump disse aos jornalistas: “Eu falei ontem à noite com o cavalheiro ao qual você acabou de referir”, mas sem especificar quem seria o “cavalheiro” mencionado. Em um segundo e-mail, a Casa Branca informou que não foi possível compreender se Trump se referia a Lula ou a Bolsonaro. (CNN Brasil)

Já Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, publicou uma nota em suas redes sociais e disse que Bolsonaro é inocente e que seguirá firme ao lado dele. Ele afirmou ainda que “tirar um homem de 70 anos da sua casa, desconsiderando seu grave estado de saúde” é “irresponsável”. “Lutaremos para que essa injustiça seja reparada o quanto antes”, diz Tarcísio. (g1)

Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná e também potencial presidenciável, foi às redes para manifestar apoio a Bolsonaro. Ele disse que o ex-presidente tem problemas graves de saúde e que a prisão preventiva ocorreu mesmo após Bolsonaro ter “apresentado laudos que comprovam sua saúde em estado crítico”. “Ao ex-presidente e a seus familiares, minha solidariedade. Triste Brasil!”, diz o post. (Plural)

O governador de Minas (Novo), Romeu Zema, outro presidenciável que busca as bênçãos de Bolsonaro, chamou a prisão de “injustiça”. “Isso não é justiça. É revanchismo político. E o Brasil não precisa disso”, diz seu post nas redes sociais. (O Tempo)

Houve quem aumentasse o tom. O deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, usou o X para dizer que o ministro “Alexandre de Moraes é um psicopata de alto grau”. Ele apagou os posts. Mais tarde, divulgou uma nota oficial, em que afirma que “o dever do Parlamento é reagir sempre que um cidadão ou ex-presidente sofre violação de garantias fundamentais”. (Poder360)

Na esquerda, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), disse que a prisão preventiva “evidencia que, diante de risco concreto à ordem pública e de manipulação política do processo, a lei alcança todos, inclusive o ex-presidente. O trânsito em julgado se aproxima e abre caminho para o início do cumprimento da pena. Bolsonaro preso!”, escreveu Lindbergh. José Dirceu, ex-presidente nacional do PT e ex-ministro da Casa Civil, publicou uma montagem com Bolsonaro atrás das grades e disse que a prisão é “um recomeço para o Brasil” e que o “chefe da tentativa de golpe está preso”. (Estadão)

O líder do governo Lula na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), declarou que o país vive “um momento histórico”. “Quem atacou a democracia vai pagar por isso!”. Já a líder do PSOL na casa, deputada Talíria Petrone (RJ), disse que foi acordada com um “alarme diferente” neste sábado, com a notícia de que Bolsonaro foi preso. “O Brasil sorri. GRANDE DIA”, escreveu. (Folha)

Enquanto isso, no condomínio Solar de Brasília, onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar, houve queima de fogos e até convite para comemoração nas áreas residenciais. Os fogos puderam ser ouvidos enquanto a deputada Bia Kicis, apoiadora de Bolsonaro, dava entrevista. O grupo de WhatsApp dos moradores se agitou, com alguns preocupados com a movimentação nas ruas internas e a possibilidade de novos tumultos. (Globo e Poder360)

  

Pedro Doria: “Alexandre Ramagem, antes de ser preso, fugiu para os Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos. Bolsonaro tem o episódio de ter dormido na embaixada da Hungria e tem o pedido de asilo encontrado no celular para os argentinos, para o presidente Javier Milei. Para se criar uma muvuca a fim de tentar facilitar a fuga do ex-presidente, o risco é razoável. A Polícia Federal foi lá e o transferiu para uma sala confortável, dentro da sua sede, onde a prisão pode ser mantida com segurança. Não tem nada de absurdo nisso. É só a Justiça trabalhando”. (Meio)

Maria Cristina Fernandes: “O fato mais determinante para a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, os indícios de violação da tornozeleira eletrônica, se deveu à atuação de uma secretaria do governo do Distrito Federal. Há quase três anos, as falhas da polícia do GDF facilitaram a tentativa de golpe. A aposta de que algo se move no aprimoramento das instituições subiu um degrau. O Centro Integrado de Monitoração Eletrônica da Secretaria de Administração Penitenciária, que deu o alerta da tornozeleira é, em última instância, subordinado a Ibaneis Rocha, governador que está sob a lupa da operação que decretou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e a liquidação do Master. É Ibaneis também quem tem sido o anfitrião das reuniões de governadores que se insurgem contra a tentativa do governo federal de normatizar uma ampliação da União nas políticas de segurança pública com a PEC da Segurança e o PL Antifacção. Não são circunstâncias armadas. É a roda da história”. (Valor)

Vera Magalhães: “Numa avaliação governistas e bolsonaristas coincidem: o apelo feito por Flávio Bolsonaro a uma vigília para ‘lutar’ pelo pai e os indícios de violação de sua tornozeleira eletrônica, apenas um dia depois da notícia de que o governo dos Estados Unidos incluiu novos produtos da pauta de exportações brasileiras na lista de exceções ao tarifaço, é sinal de que o entorno de Jair Bolsonaro entendeu que se esgotou a estratégia de obter apoio de Donald Trump para pressionar os Poderes no Brasil e, assim, tentar reverter a iminente prisão do chefe do clã”. (Globo)

Francisco Leali: “Fora do campo penal, a prisão antecipada do ex-presidente põe em xeque a direita. Dispara o relógio para que escolha entre ficar berrando pela liberdade do preso ou passar a procurar uma outra alternativa elegível e viável para a disputa em 2026”. (Estadão)

Igor Gielow: “Com o desastre da ação do incendiário deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra o Brasil na terra de Trump, coube a Flávio assumir o manto de presidenciável presumido da família, ao menos neste momento. A toxicidade de seu sobrenome o inviabiliza pelo cenário atual, mas sua voz é suficiente para bagunçar ainda mais o coreto da dividida oposição. Moraes lhe deu, mordendo a isca da vigília, oxigênio retórico para continuar relevante no jogo”. (Folha)

Flávia Tavares: “Quem acha que Flávio Bolsonaro voltou dos Estados Unidos com um erro de estratégia se engana. Ao se encontrar com Eduardo, absorveu exatamente o script que a ala Steve Bannon domina tão bem: provocar caos, criar comoção e fabricar um fato novo capaz de arrancar Jair Bolsonaro do ostracismo da prisão domiciliar. A lógica é simples: reacender a base pelo choque emocional, recolocar o ex-presidente no centro do palco e calibrar a narrativa para onde ela sempre rendeu mais dividendos ao bolsonarismo. Politicamente, o noticiário volta a ser sobre ele e não sobre um potencial candidato da direita do pós-bolsonarismo”. (Meio)

 



Comente






Conteúdo relacionado





Inicial  |  Parceiros  |  Notícias  |  Colunistas  |  Sobre nós  |  Contato  | 

Contato
Fone: (47) 99660-9995
Celular / Whatsapp: (47) 99660-9995
E-mail: paskibagmail.com



© Copyright 2026 - Jornal Evolução Notícias de Santa Catarina
by SAMUCA