Nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir a Secretaria-Geral da Presidência, o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) pode nem deixar a cadeira na Esplanada esquentar. O PSOL não desistiu de tê-lo concorrendo a um novo cargo nas próximas eleições — para isso, no entanto, o prazo máximo para deixar o governo é abril do ano que vem. Segundo interlocutores do partido, o cenário não está tão definido assim. O novo ministro foi o deputado federal mais votado de São Paulo em 2022, superando nomes como Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro, ambos do PL, e é considerado um nome forte nas urnas. “Pela liderança política que exerce, Boulos seria um excelente nome para a disputa eleitoral do ano que vem, em especial para o Senado”, disse a presidente nacional do PSOL, Paula Coradi. (Veja)
Meio em vídeo. O presidente nomeou Guilherme Boulos ministro e tirou da corrida eleitoral um dos maiores puxadores de votos da esquerda. Mas há um cálculo por trás: Boulos entra no governo pra mobilizar as ruas, pressionar o Congresso e tentar reconquistar o novo trabalhador — o motoboy, o entregador, o autônomo — que o PT nunca conseguiu representar. É um movimento ousado. Mas é também um risco num momento em que a esquerda precisa, mais do que nunca, fazer bancada no Congresso. A análise de Flávia Tavares no Cá entre Nós. (YouTube)