
Foto: Divulgação/IDF
Pouco mais de dois anos depois dos atentados de 7 de outubro de 2023, o grupo terrorista Hamas não mantém mais qualquer refém israelense na Faixa de Gaza, com a libertação nesta madrugada dos 20 cativos que ainda estavam vivos. Os corpos dos 28 israelenses que morreram no cativeiro devem ser entregues ainda nesta segunda-feira. Os reféns vivos foram entregues à Cruz Vermelha em dois grupos de sete e 13 pessoas e repassados às Forças Armadas de Israel. As primeiras imagens dos libertos conversando por celular com suas famílias emocionaram o país. Em contrapartida, 1.300 palestinos dever deixar nesta segunda-feira prisões israelenses, entre eles 250 militantes do Hamas na Cisjordânia, mas pelo menos sete destes devem ser deportados. A libertação dos reféns e o repatriamento dos corpos são resultado do acordo de cessar-fogo imposto pelo presidente dos Estados Unidos na semana passada e aprovado tanto pelo Hamas quanto pelo Knesset, Parlamento de Israel. (Times of Israel)
Ao mesmo tempo em que os reféns eram libertados, Trump desembarcou em Israel com uma recepção de herói nacional tanto por parte de autoridades quanto de manifestantes nas ruas. Ao chegar ao Knesset, onde discursou, o presidente escreveu uma mensagem no livro de visitas dizendo: “Esta é minha grande honra — um grande e belo dia. Um novo começo”. Ele também afirmou aos jornalistas que a guerra em Gaza estava “oficialmente encerrada”, uma posição que não é compartilhada pelo primeiro-ministro israelenses, Benjamin Netanyahu. Trump segue hoje ainda para o Egito, onde participa de uma conferência de paz. (CNN)
Para ler com calma. A volta dos reféns e o provável fim da guerra na Faixa de Gaza dá início a uma nova batalha para Netanyahu: o controle da narrativa sobre os atentados de 7 de outubro, o conflito no território palestino e seu encerramento. Em luta permanente pela própria sobrevivência política, o premiê deve tentar se eximir da responsabilidade pelos ataques do Hamas e reivindicar vitória no conflito, mesmo com o plano e paz tendo sido obra (e pressão) de Trump. (Haaretz)