Após horas de uma reunião tensa com todos os ministros do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Israel aceitou oficialmente na madrugada de hoje os termos do acordo de cessar-fogo e libertação dos reféns que ainda estão sob o poder do Hamas em Gaza. A “primeira fase” do acordo, que pode colocar fim à guerra que já dura dois anos, será implementada imediatamente, com o fim dos combates, a retirada das tropas israelenses de parte do enclave palestino e o início dos preparativos para a libertação dos reféns e de cerca de dois mil prisioneiros palestinos. O acordo entre as duas partes será assinado no Egito, e o presidente americano Donald Trump disse que tentará participar da cerimônia. Os 20 reféns que ainda estão vivos devem começar a chegar a Israel já na próxima segunda-feira. Os corpos de outros 28 reféns que morreram no cativeiro ainda não têm data para serem totalmente recuperados. (Times of Israel)
Mais cedo, o negociador-chefe do Hamas, Khalil al-Hayya, já havia afirmado que os Estados Unidos deram garantias ao grupo palestino de que a guerra contra Israel seria encerrada de forma definitiva após a assinatura do acordo. Logo depois, o presidente americano confirmou, de certa forma, a informação de al-Hayya, ao afirmar que nenhum palestino seria forçado a deixar Gaza. “É exatamente o contrário, ninguém será obrigado a sair. Esse é um grande plano de paz, apoiado por todos”, disse Trump no Salão Oval da Casa Branca. (France 24)
Apesar do otimismo com o cessar-fogo e o possível fim da guerra, que deixou 1,2 mil israelenses e quase 70 mil palestinos mortos, ainda existem uma série de dúvidas sobre como outros itens do acordo serão implementados. Até agora, o Hamas não confirmou se concorda em entregar suas armas a Israel, e ainda não há uma decisão clara sobre como — e por quem — Gaza será controlada após a retirada das tropas israelenses. (Al Jazeera)
Uma das questões mais sensíveis do acordo é a exigência do Hamas de que líderes históricos do grupo, alguns deles condenados à prisão perpétua, sejam libertados. De acordo com fontes do governo israelense alguns dos nomes incluídos na lista do Hamas estão fora de cogitação. (CBC)
Saiba quem são os reféns israelenses que ainda estão vivos em Gaza e sob o poder do Hamas. (New York Times)