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Supra-sumo do atraso.

Terça, 23 de setembro de 2025

Supra-sumo do atraso.

 

Não há limite para o absurdo, tampouco para a desfaçatez — muito menos para o cinismo — de

determinados setores da política nacional.

A aprovação da urgência da anistia, na Câmara dos Deputados, fruto de chantagens e das mais

sombrias articulações da extrema-direita, encontrou eco em um presidente frágil, que apequena

diariamente o Parlamento — como faz Hugo Mota.

Convém lembrar: a bandeira da anistia simboliza a covardia dos golpistas. Foram eles que, em

atos de bravata, atentaram contra a ordem institucional, usaram a máquina pública de maneira

despudorada e recorreram a todos os meios possíveis para usurpar o poder e corroer a

democracia. Mais que isso: planejaram atentados e outros crimes hediondos, dignos de facínoras

e tiranos.

Agora, os mesmos conspiradores contra o Estado Democrático de Direito surgem

choramingando por anistia, alegando “perseguição” — tudo isso após processos conduzidos

com pleno respeito às garantias constitucionais, assegurando contraditório, ampla defesa e

julgamento justo.

Em meio a esse espetáculo de insensatez e desprezo pela Constituição, pela democracia e pelo

povo brasileiro, Hugo Mota designa como relator do projeto ninguém menos que Paulinho da

Força (Solidariedade).

Paulinho dispensa apresentações: seu histórico fala por si, marcado por episódios que se

acumulam e o desnudam como representante da mais genuína política de conveniências. Ainda

assim, como o absurdo não conhece limites, a cena emblemática ocorreu logo após sua

indicação, quando, em tom farsesco, bradou pela “pacificação nacional”.

Eis a ironia: em busca dessa falsa paz, Paulinho da Força recorre justamente a Michel Temer e

Aécio Neves. Se não fosse trágico, seria grotescamente cômico. Aécio, derrotado por Dilma

Rousseff nas urnas, não apenas contestou o resultado eleitoral — sem apresentar provas —

como também sabotou o governo com discursos inflamados de ódio, tornando-se um dos

principais articuladores da queda da presidenta legitimamente eleita — um golpe conduzido por

gângsteres travestidos de parlamentares.

Já Michel Temer encarna um papel ainda mais patético e afrontoso: o golpista-mor. Tal qual um

Silvério dos Reis contemporâneo, tramou o mais desleal e repugnante golpe da história recente

do Brasil. A fatura foi paga com a famigerada reforma trabalhista — um retrocesso digno da

elite escravocrata — e com a alteração no regime de exploração da Petrobras, que abriu

caminho para que acionistas estrangeiros, em sua maioria norte-americanos, acumulassem

lucros bilionários às custas do povo brasileiro.

São esses que agora falam em “pacificar” o Brasil? Com que legitimidade? Com que autoridade

moral?

O fato é que não buscam pacificação alguma. O objetivo real é livrar Bolsonaro e sua quadrilha

das consequências jurídicas já reconhecidas pela Justiça, salvando, mais uma vez, a pele

daqueles que jamais respeitaram a Constituição nem a vontade soberana do povo.

 

Essa união representa o que há de mais hipócrita e anacrônico na política nacional: a junção

nefasta que simboliza o verdadeiro supra-sumo do atraso — a afronta mais rasteira à Justiça e à

soberania popular.

Pacificação só existe com respeito às leis, à Constituição e à vontade do povo. Lugar de golpista

é na cadeia, mediante o devido processo legal. Na conjuntura atual, a anistia não passa de

bandeira de covardes. É hora de a Câmara dos Deputados recuperar sua dignidade e trabalhar

em nome da nação, e não para proteger uma família de usurpadores da pátria.

Sem Anistia!

Henrique Matthiesen

Formado em Direito

Pós-Graduado em Sociologia



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