
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A poucos dias do início do julgamento que pode condenar Jair Bolsonaro (PL) a mais de 40 anos de prisão, a Procuradoria-Geral da República aceitou o pedido feito pela Polícia Federal de aumento na vigilância da casa do ex-presidente para evitar uma tentativa de fuga. Em um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal, a PF solicitou autorização para que houvesse “reforço urgente e imediato do policiamento ostensivo e discreto nas imediações do endereço residencial de Jair Messias Bolsonaro, bem como a manutenção e constante checagem do sistema de monitoramento eletrônico”. A PGR se manifestou, recomendando que a polícia “destaque equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de cautela adotadas”. No pedido, a PF afirmou ter informações sobre “um perigo concreto” de que Bolsonaro possa tentar se refugiar na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. A PF fez questão de frisar que a representação americana está a apenas 10 minutos de carro da casa do ex-presidente. Apesar disso, há pouca expectativa de que o PGR, Paulo Gonet, recomende que a prisão domiciliar de Bolsonaro seja convertida em preventiva, com o ex-presidente sendo enviado para uma cela na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. (CNN Brasil)
O entorno de Bolsonaro dá como certa sua condenação no processo sobre tentativa de golpe de Estado. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que a última esperança dos bolsonaristas é que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, consiga intervir no julgamento da ação penal. “O Trump é a única saída que nós temos, não temos outra.” (g1)
Bolsonaro, por sua vez, tem feito chegar a seus aliados que deseja estar presente nos quatro dias que estão reservados na 1ª Turma do STF para seu julgamento. De acordo com interlocutores, a ideia de comparecer é demonstrar força e refutar a percepção de que estaria acuado diante da previsão de condenação. (Folha)
Meio em vídeo. É interessante demais a pesquisa Quaest que aponta que 55% acham que a prisão de Bolsonaro é justa. Entre o final de julho e o princípio de agosto, uma linha importante foi cruzada. Segundo Ideia, Quaest, Datafolha, Ipsos-Ipec e Atlas, Jair Bolsonaro não é mais o candidato mais forte da direita no segundo turno. A opinião de Pedro Doria no Ponto de Partida. (YouTube)