A indústria da beleza não para de crescer, mesmo quando a economia desacelera. Em 2024, o setor avançou 12% na América Latina e o Brasil respondeu por 40% do volume, gerando impacto econômico direto e indireto: são mais de 7 milhões de empregos, exportações para 170 países e uma base de 1,3 milhão de MEIs da área. Só a L’Oréal movimentou R$ 19,5 bilhões no país em 2023. O dinamismo se reflete também no varejo, que somou R$ 1,8 bilhão no primeiro semestre de 2024, com destaque para maquiagem e skincare. Mesmo com juros altos e inflação, o setor sustenta um crescimento robusto, amparado por consumo recorrente, inovação e força empreendedora. (Meio)
Esmalterias especializadas ganham espaço no mercado de beleza ao apostar na profissionalização e segmentação dos serviços. Muitas redes adotam modelo voltado exclusivamente para unhas, fugindo do salão generalista. E a aposta faz sentido, pois 86% das brasileiras fazem as unhas toda semana, segundo levantamento da Mundial/Impala. Até 2028, o mercado de esmaltes deve movimentar R$ 4,5 bilhões no país, com crescimento médio de 6,8% ao ano. No mundo, o setor de cuidados com as unhas chegou a US$ 27 bilhões em 2024 e deve atingir US$ 32 bilhões em três anos. O avanço das esmalterias dialoga com a busca por atendimento especializado, o que contribui para a profissionalização do setor. (O Tempo)
O autocuidado ganha espaço também entre os homens. Segundo um estudo da Kantar, 72% deles demonstram interesse por produtos de beleza, embora só 17% procurem tratamentos faciais. Pomadas, óleos para barba, toxina botulínica e peelings lideram a demanda, que cresce especialmente entre pais e homens negros. O aumento de 40% do público masculino nos consultórios mostra que o tabu sobre vaidade e virilidade começa a mudar, impulsionado pelas redes sociais e novas referências saudáveis de masculinidade. (Carta Capital)