A guerra tarifária de Donald Trump voltou como se nunca tivesse ido embora. Após semanas focado em conflitos militares ao redor do mundo, o presidente americano fez uma nova rodada de ameaças tarifárias a países aliados dos Estados Unidos. Desta vez, Trump quer forçar o Japão e a Coreia do Sul — além de 12 outros países menores — a fechar um acordo comercial com a Casa Branca até o final deste mês. Caso não haja acordo, o presidente afirmou que vai sobretaxar produtos japoneses e sul-coreanos em pelo menos 25%. As bolsas americanas despencaram com a notícia. Além de Japão e Coreia do Sul, Trump também ameaça sobretaxar produtos da Tailândia, Malásia, Indonésia, África do Sul, Camboja, Bangladesh, Cazaquistão e Tunísia. As novas tarifas entram em vigor no dia 1º de agosto, segundo Trump. (New York Times)
Apesar da gritaria, na prática, Trump vai estender o prazo de 90 dias dado a diferentes países do mundo para chegar a acordos bilaterais com os Estados Unidos a fim de evitar as sobretaxas anunciadas por ele há mais de três meses. Trump decidiu suspender as tarifas anunciadas no que ele chamou de “Liberation Day” por conta da péssima repercussão nos mercados. Desde então, uma sobretaxa de 10% estava sendo aplicada de forma generalizada. Oficialmente a pausa nas sobretaxas terminaria amanhã, mas ao que tudo indica haverá uma extensão de prazo para todos e não só para os 12 países ameaçados por ele na segunda-feira. (Forbes)
Enquanto isso... Em visita à Casa Branca, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu apresentou a Trump uma carta indicando o americano ao Nobel da Paz, uma obsessão de Trump. Para analistas, a iniciativa, que não tem consequências práticas sobre o prêmio, foi uma forma de massagear o ego do presidente e afrouxar a pressão por um cessar-fogo na Faixa de Gaza. (CNN)