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Ex-moradora de União da Vitória à frente do desenvolvimento de soro contra Covid-19

Sábado, 26 de dezembro de 2020


Ex-moradora de União da Vitória à frente do desenvolvimento de soro contra Covid-19

Ex-moradora de União da Vitória à frente do desenvolvimento de soro contra Covid-19

O Instituto Butantan concluiu o desenvolvimento do processo de produção de um soro contra o Sars-CoV-2, o vírus causador da Covid-19. Mais de 2 mil frascos estão prontos para o início dos testes de segurança e eficácia em pessoas, informou a bioquímica Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, diretora de Inovação do instituto, ao site revistapesquisa.fapesp.br (foto).

A boa notícia para milhões de pessoas é resultado também do trabalho dela, Ana, que possui  estreita ligação com as Gêmeas do Iguaçu. Ana Marisa nasceu morou por diversos anos no bairro São Bernardo, em União da Vitória, onde família ainda reside. Estudou no Colégio São José.

O soro
Se apresentar a eficácia esperada na próxima etapa de testes, o soro poderia ser usado para tratar pessoas que apresentem os primeiros sintomas da doença, para bloquear o avanço da infecção, segundo a pesquisadora. “O soro poderia ajudar bastante, já que ainda não temos antivirais eficazes contra a Covid-s9”, disse Chudzinski-Tavassi.
Resultado de cinco meses de trabalho, o soro é feito a partir de vírus inativado por radiação, por meio de uma técnica desenvolvida com o Instituto Nacional de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), aplicado em cavalos.
Em resposta ao vírus, os animais produzem anticorpos do tipo imunoglobulina G (IgG), extraídos do sangue e purificados de acordo com uma técnica usada no instituto há décadas para produção de outros soros.
Segundo Ana, o soro mostrou resultados satisfatórios em testes de neutralização em células e seg-urança em camundongos e coelhos. O estudo está sendo discutido com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para obter autorização para os testes de segurança e eficácia em pessoas, mesmo sem testes similares em modelos experimentais animais.
“Não há nenhum modelo animal que reproduza a Covid-19 do mesmo modo que nos humanos”, comentou. “Por causa dessa impossibilidade, a Argentina, o México e a Costa Rica não realizaram essa etapa, alguns soros já conseguiram a autorização oficial e a Argentina já começou os testes clínicos com seu próprio soro.”

Currículo
Graduada em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com Mestrado e Doutorado em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP (programa de Biologia Molecular) e Doutorado pelo Instituto Pasteur e INSERM (França). Realizou Pós-doutorado na Academia Nacional de Medicina de Buenos Aires (ANMBs), Argentina. É pesquisadora científica PqC-VI do Instituto Butantan onde atua como: Diretora do Laboratório de Bioquímica e Biofísica, Vice Diretora da DDC (Diretoria da Divisão Científica), Membro da CPG- Programa de Toxinologia, Professora credenciada nos cursos de Pós-graduação: Biologia Molecular da UNIFESP, Interunidades em Biotecnologia – da USP e Toxinologia – do Instituto Butantan. Membro Gestor e Coordenador do Subprograma Bioquímica e Biologia Molecular do INCTTOX-CNPq, Coordenadora de Inovação e Pesquisador Principal do CETICs/CEPID-FAPESP. Membro Titular do Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia e Inovação da Cidade de São Paulo; Membro do Comitê de Biotecnologia COMBIO/ FIESP. Responsável pela implementação e coordenação do Laboratório de Inovação e Desenvolvimento no Instituto Butantan – destinado a fase de pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos voltados à hemostasia, câncer e reparo tecidual. Coordenadora de projetos que visam a interação público-privada, com apoio do BNDES, FINEP, FAPESP. Responsável pela implementação e coordenação do MBA Gestão da Inovação em Saúde, do Instituto Butantan. Pesquisadora principal do Centro de Excelência para Descoberta de Alvos Moleculares – CENTD, projeto realizado em parceria entre Instituto Butantan, FAPESP e GSK para validação de alvos terapêuticos que possibilitem a criação de novos fármacos para doenças de base inflamatória. Experiência na área de Bioquímica, com ênfase em coagulação e fibrinólise e em sobrevivência celular. Principais temas: Identificação de moléculas com potencial terapêutico, purificação de proteínas, produção de proteínas recombinantes, caracterização bioquímica, determinação de alvos terapêuticos, provas de conceito em modelos in vitro e in vivo.



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