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No Mundo da Lua - Sônia Pillon


Sônia Pillon nasceu em Porto Alegre e há duas décadas reside em Jaraguá do Sul. 

Formada em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduação em Produção de Texto pela Univille.

Atuou como repórter, editora, redatora e assessora de imprensa  no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Por mais de 10 anos atuou no jornal A Notícia.  

Sempre se dedicou à literatura e às ações culturais. É autora de “Crônicas de Maria e outras tantas – Um olhar sobre Jaraguá do Sul” e “Encontro com a paz e outros contos budistas”, com participação em antologias de contos, crônicas e poesias.

Publica no Jornal Evolução, no blog soniapillon.blogspot.com e na fanpage "Sônia Pillon Escritora". 

É Presidente de Honra da Seccional Jaraguá do Sul da Academia de Letras do Brasil de Santa Catarina (ALBSC). Integra o Grupo Gestor do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) Mestre Manequinha e o Conselho Municipal dos Direitos do Idoso de Jaraguá do Sul.


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A colecionadora de sapos

Sexta, 28 de junho de 2019

Sônia Pillon



É comum as pessoas se tornarem colecionadores em algum momento da vida. Geralmente essa mania surge ainda na infância. Quem não lembra das coleções de figurinhas da copa do mundo, quando acontece um frenesi em busca deste ou daquele ídolo de futebol? Os pais se desdobram em atender os pedidos dos filhos e até voltam a ser crianças nessa hora.

 

Existem as coleções de carrinhos, de chaveiros, de super-heróis, de Lego, dinossauros de plástico, bonecas, bichos de pelúcia... A imaginação não tem limites para os colecionadores mirins e infanto-juvenis.

 

O tempo vai passando, os aniversários se sucedendo e é comum deixar de lado antigas coleções. Doam, vendem, trocam, ou simplesmente jogam fora o que lá no passado teve grande importância. Os interesses de ontem já não são os mesmos de hoje, e possivelmente também não serão os mesmos, amanhã. Nem todos são nostálgicos.

 

Quando adultos, existem colecionadores que ganham status de excêntricos: acumulam por compulsão, ou mera ostentação. Roupas, sapatos, joias, moedas, selos, suvenires, obras de arte, artigos de celebridades, automóveis, bicicletas... Quanto mais raros os itens conquistados, melhor é a satisfação de quem coleciona. Há também os que colecionam animais, como cavalos, pássaros, cães, gatos, coelhos, hamsters, e as mais exóticas espécies. Sem esquecer aqueles “colecionadores” de casamentos, namorados, paixões...

 

Pois tenho uma amiga que coleciona sapos. Isso mesmo, sapos! Aqueles anfíbios de pele rugosa, que coaxam, costumam dar pulos curtos que assustam alguns e causam pânico em outros? Foi exatamente isso que fiquei imaginando. Visualizei uma lagoa, no fundo de uma propriedade, lotada de sapos coaxando. E me perguntei como seria para dormir à noite, com uma coleção tão inusitada...

 

Mas, pasmem! Quando questionei a minha amiga se conseguia dormir com os coaxos noturnos, ela soltou uma sonora gargalhada.

 

- Ah, não! Não é desse tipo de sapo de que estou falando, mas dos “príncipes” que encontrei até hoje e se transformaram em sapos!, disse ela, com senso de humor.

 

Tive de concordar. Os príncipes encantados das fábulas, eternizados nos livros infantis e nas telas do cinema por Walt Disney, não são reais, mesmo pertencendo “à realeza”.

 



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