Por meio de uma história em quadrinhos, os alunos da EMEB Pioneiro Marcelino Stoeberl estão tendo um contato com a conscientização de como identificar a violência sexual e como agir para proteger-se dessa violação. A iniciativa é uma parceria da unidade com o Ministério Público, para ser apresentada aos alunos ela foi mostrada aos familiares, e logo após chegaram a sala de aula. Na cartilha “Os super adultos de confiança”, as crianças conhecem as histórias de quatro personagens que passam por diferentes situações relacionadas ao tema e que encontram na escola uma rede de apoio.
Um dos intuitos da cartilha é diminuir o medo e a vergonha que impedem crianças e adolescentes de relatar o que está ocorrendo e, além disso, mostrar que existe uma rede de pessoas e instituições preparadas para lidar com essas ocorrências e denúncias, a exemplo do Conselho Tutelar, Disque 100 – Direitos Humanos, escolas, delegacias comuns e especializadas e a Promotoria de Justiça da Infância e Juventude. É através dos personagens que as crianças conseguem identificar quais situações podem compor um abuso. Como é o caso de Carla, que dentro do ônibus, a caminho da escola, se depara com uma situação desconfortável: um homem está muito próximo dela e faz um convite para que eles desçam do ônibus juntos, o qual ela não aceita.
A ideia de desenvolver a cartilha surgiu com a Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça (Ceij). O órgão possui, entre outras responsabilidades, a missão de executar ações de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. A intenção é que a cartilha sirva de apoio aos magistrados e servidores para o debate e orientação sobre o tema. A cartilha ainda fica disponível para consulta também no site da coordenadoria.
No final da história, surge a figura do “Adulto de Confiança” como o herói da narrativa, ou seja, aquela pessoa que se preocupa com essas crianças e para quem eles podem contar o que acontece em suas vidas. Segundo a diretora Noeli Pereira Selinke, a ação é um alerta para que os pais, responsáveis, educadores e comunidade prestem atenção nas crianças. “Se cada um fizer sua parte, podemos não erradicar a violência contra as crianças e adolescentes, mas evitar que muitas sofram com esse tipo de abuso”, complementa.