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Rio Negrinho - Arte de colorir ovos é tema de aula de História

A tradição milenar que simboliza vida, prosperidade e saúde conquistou os alunos da escola

Segunda, 20 de agosto de 2018

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 Foi através das pêssankas, ovos decorados, que os estudantes do 4º ano da EMEB Pioneiro Marcelino Stoeberl aprenderam sobre colonização de Santa Catarina. A iniciativa surgiu com a professora Celeni Maria Cojoroski Santana para a disciplina de História. No fim do século XIX, o estado começou a receber um grande número de imigrantes vindos da Ucrânia, que se instalaram principalmente nos municípios de Mafra, Canoinhas, Guaramirim e em menor número em outras cidades.

 

O primeiro aprendizado que os alunos tiveram foi o significado da arte. A palavra pêssanka vem do verbo ucraniano pyssaty, ou seja, escrever. Os ovos escritos, onde os desenhos são símbolos que representam a materialização do que se deseja às pessoas. Também eram usados como agradecimento, já que os ucranianos a enterravam no campo devido a boa colheita realizada. “Ela serve como um amuleto de proteção, uma pêssanka só é dada a uma pessoa querida e especial. Um presente de um grande valor para quem a recebe”, conta a professora.

Para desenvolver o processo, os alunos foram orientados a traçar linhas coordenadas para a pintura. A tintura é feita numa ordem de escala de cores que vão desde o amarelo ao preto, respeitando o limite do mais claro ao mais escuro. “Como processo original é mais detalhado o readequamos a realidade dos alunos. Utilizamos figuras em livros para que eles seguissem os desenhos de modelo”, ressalta Celeni. Se o estudante decidisse desejar a uma pessoa espiritualidade e fortuna, a ilustração de um galo seria o elemento principal da composição ucraniana.

 

Segundo a professora, a inserção de uma aula mais dinâmica e ativa trouxe resultados positivos aos alunos. “Muitas vezes apenas lendo livros e decorando datas, o estudante acaba se desinteressando pelo assunto. Com uma atividade diferenciada, ele acaba sendo atingido pela realidade presente naquelas páginas”, complementa. Após a atividade, Celeni ainda conta que aumentou o número de alunos que procuraram na leitura um envolvimento maior com a disciplina.



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