Jornal Evolução Notícias de Santa Catarina
Facebook Jornal Evolução       (47) 99660-9995       Whatsapp Jornal Evolução (47) 99660-9995       E-mail

Prisões de sócios e diretor da Arxo são revogadas e suspeitos são liberados em Curitiba

Terça, 10 de fevereiro de 2015

 

 

 

 
Prisões de sócios e diretor da Arxo são revogadas e suspeitos são liberados em Curitiba RODRIGO E SILVA/Especial
Sócios e diretor da Arxo foram para Itajaí na noite desta segunda-feiraFoto: RODRIGO E SILVA / Especial

As prisões dos donos da Arxo, Gilson Pereira e João Gualberto Pereira, e do diretor financeiro Sérgio Marçaneiro, foram revogadas no final da tarde desta segunda-feira, em Curitiba. A decisão é do juiz federal Sérgio Moro. De acordo com o que o advogado da empresa de Balneário Piçarras, no Norte de Santa Catarina, Charles Zimmermann, os três suspeitos de envolvimento em suposto esquema de pagamento de propina pela empresa  à BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras, havia informado, os executivos seguiram para suas casas, em Itajaí, ainda na noite desta segunda-feira. 

Ainda segundo o advogado, Mário Góes, suspeito de ser o operador do esquema do pagamento de propina, que se entregou no domingo à noite na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, foi ouvido pela polícia no fim da tarde desta segunda.

O prazo da prisão temporária se encerraria nesta segunda-feira para o sócio Gilson João Pereira e para o diretor Sergio Ambrósio Marçaneiro e na terça para o sócio-proprietário João Gualberto Pereira — que se apresentou à Polícia Federal na noite de sexta-feira, um dia depois da prisão dos outros dois.

— Esgotadas as diligências de busca e apreensão e colheita de depoimentos, não há mais necessidade da prisão temporária — decidiu o juiz.

Não houve pedido de prorrogação das prisões, o que levou o juiz a determinar a soltura. Entre as medidas restritivas, estão a proibição de que os três deixem o país ou se aproximem da testemunha Cíntia Provesi Francisco. Ela é ex-diretora da Arxo e foi demitida em novembro. Em 12 de janeiro, procurou o Ministério Público Federal e denunciou um suposto esquema de corrupção envolvendo a empresa catarinense - fabricante de tanques de combustível - e a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Entre outras denúncias, Cíntia afirmou que a Arxo recebia informações privilegiadas para garantir os contratos mediante pagamento de propinas de 5% a 10%.

João Gualberto Pereira prestou depoimento na manhã desta segunda-feira. Assim como Gilson e Marçaneiro, ouvidos na sexta-feira, ele negou as acusações e disse que a ex-funcionária fez as denúncias em retaliação à demissão.

:: As restrições

- Comparecimento a todos os atos do processo, inclusive da investigação, mediante intimação por qualquer meio, inclusive por telefone;

- Obrigação de não deixar a residência por mais de 30 dias sem prévia autorização do Juízo;

- Obrigação de não mudar de endereço sem prévia autorização do Juízo;

- Proibição de deixarem o país, sem prévia autorização do Juízo;

- Proibição dos investigados de manterem contato ou promoverem qualquer espécie de intimidação, direta ou indiretamente,  contra a testemunha Cíntia Provesi Francisco.​

>> Sonegação no Estado com Operação Lava-Jato pode chegar R$ 800 mil

No começo da tarde desta segunda, a Polícia Federal encerrou o depoimento de João Gualberto. O dono da Arxo reafirmou o que seus advogados disseram na sexta-feira, que a denúncia de Cíntia Provesi é fruto de "vingança" e "revanchismo" por ter sido demitida e investigada por uma auditoria interna da empresa. João Gualberto apresentou documentos de uma auditoria interna que incrimina Cíntia pelo desvio de cerca de R$ 1 milhão e mensagens de celular enviadas pela própria delatora. O conteúdo das mensagens não foi informado



Comente






Conteúdo relacionado





Inicial  |  Parceiros  |  Notícias  |  Colunistas  |  Sobre nós  |  Contato  | 

Contato
Fone: (47) 99660-9995
Celular / Whatsapp: (47) 99660-9995
E-mail: paskibagmail.com



© Copyright 2026 - Jornal Evolução Notícias de Santa Catarina
by SAMUCA