
Fotos: Antonio Augusto / TSE
A quatro dias das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a decisão de seu vice-presidente, o ministro André Mendonça, de proibir publicações nas redes sociais atribuindo ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) um suposto projeto para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Em votação virtual, o sete ministros apoiaram a proibição, mas três deles — Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano Peixoto Marques Neto e Estela Aranha — divergiram sobre o alcance da medida. Os três defenderam que o veto deveria ser aplicado apenas a publicações que citassem explicitamente Bolsonaro ou que lhe atribuíssem uma ação presente para cassar o título da santa. Cueva argumentou que especular atos futuros de um eventual presidente da República é algo protegido pela liberdade de expressão. Diante da divergência, Mendonça alterou seu voto para liberar a publicação na qual o humorista Antonio Tabet dizia que “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”. (g1)
Após o resultado no TSE, Tabet fez uma nova publicação da postagem que havia sido proibida por Mendonça. “É a terceira vez que este post vai para o ar. Na primeira vez, foi censurado quando tinha mais de 2 mil retweets. Depois, voltou e foi censurado mais uma vez com quase 30 mil retweets”, escreveu o humorista. (CNN Brasil)
Enquanto isso... No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Flávio Dino determinou que a Polícia Federal abra inquérito para investigar uma série de ataques contra imagens e locais religiosos registrados em diferentes estados. Segundo o ministro, informações encaminhadas ao seu gabinete indicam uma “onda de ataques nos últimos meses contra imagens religiosas”. Dino citou episódios de vandalismo, incêndio, furto e destruição ocorridos na Bahia, Paraná, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Sul, Alagoas e Minas Gerais. (Metrópoles)
Na campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que sua equipe está fazendo um levantamento sobre pessoas que desrespeitam religiões no país. A declaração foi dada durante entrevista a influenciadores no YouTube. Sem mencionar Flávio Bolsonaro nominalmente, Lula afirmou que é preciso respeitar a fé alheia. (Estadão)
Já Flávio Bolsonaro procurou se afastar da polêmica religiosa e anunciou a entrada do empresário Pablo Marçal (PRTB) em sua equipe de campanha. Segundo Flávio, Marçal deverá atuar principalmente na elaboração de propostas relacionadas a empreendedorismo e mobilidade social. (g1)
Mais cedo, também no TSE, a ministra Estela Aranha determinou que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) retire das redes sociais, em até 24 horas, uma publicação que associa uma declaração do presidente Lula a crimes contra crianças e adolescentes. (Poder360)
Pedro Doria: “Se esta eleição acabar no domingo, não vai ser por nada do que as pesquisas mostraram. Todas as chances estão em fatores que os levantamentos não conseguem ver. São três pontos cegos, e o maior deles é o eleitor que fica em casa. Em 2022, 38,2 milhões de brasileiros com título de eleitor não apareceram para votar. Além disso, é preciso saber quem é a eleitora que vai decidir o segundo turno e por que ela ainda não saiu do sofá”. A análise completa no Ponto de Partida. (Meio)
Meses atrás, muitos acreditavam que segurança pública seria um dos principais temas das campanhas. Não foi, apesar dos imensos problemas na área. O Meio Político, exclusivo para assinantes premium, ouviu Joana Monteiro, economista, professora associada da FGV EBAPE e fundadora e diretora do Leme – Laboratório para Redução da Violência, sobre onde o sistema de segurança falha e por que ninguém disputa voto com isso. Confira!