
Fotos: Douglas Magno/AFP
A menos de uma semana do primeiro turno, a eleição presidencial caminha para se confirmar como uma das mais disputadas da história. A última pesquisa Meio/Ideia (íntegra) antes da votação deste domingo mostra Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentrando a maior parte das intenções de voto, enquanto uma parcela expressiva do eleitorado ainda não definiu em quem votar. A pesquisa indica que 17,5% dos eleitores se dizem indecisos (na pergunta espontânea de primeiro turno), contingente que pode ter peso importante na reta final da disputa. O grupo é formado majoritariamente por mulheres, católicos, moradores do Sudeste e integrantes da classe C. Lula aparece com 31,5% das intenções de voto espontâneas, contra 30,5% de Flávio. Os dois estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais. (Meio)
Na pesquisa estimulada, Lula e Flávio Bolsonaro permanecem tecnicamente empatados. O presidente aparece com 39,4%, ante 38,4% do senador. Augusto Cury tem 6,7%; Renan Santos, 4,5%; Ronaldo Caiado, 4,4%; e Romeu Zema, 3,5%. A pesquisa Meio/Ideia ainda identifica a possibilidade de migração dos eleitores dos demais candidatos para os dois líderes. Entre os eleitores de direita que não estão com Flávio, 36,6% admitem votar no senador já no primeiro turno. (Meio)
Lula, com 48,5%, e Flávio Bolsonaro, com 48%, também aparecem tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno, segundo a nova pesquisa Meio/Ideia. O equilíbrio entre os dois acompanha o alto nível de rejeição registrado pelo levantamento. Flávio é rejeitado por 46,1% dos entrevistados, enquanto 47,1% afirmam que não votariam em Lula. Por outro lado, a pesquisa mostra que a avaliação do presidente melhorou na reta final da campanha. A parcela dos eleitores que considera que Lula merece um novo mandato passou de 45,5% para 48,3%. (Meio)
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Cila Schulman e Mauricio Moura — respectivamente CEO e fundador do Ideia — dizem que a nova pesquisa Meio/Ideia aponta volatilidade na reta final da campanha, com um contingente elevado de indecisos no voto espontâneo e quase um terço dos eleitores admitindo que ainda pode mudar de candidato. “Durante a semana, ainda haverá discursos, vídeos, promessas e até debate. No sábado, haverá uma pergunta muito mais simples, feita por alguém em quem o eleitor confia: ‘Você acha que vale a pena manter esse voto?’. A resposta pode decidir se teremos mais um mês de campanha ou não”, avaliam. (Meio)
Flávia Tavares: “Estamos diante da última eleição de uma era. O Brasil, como várias outras democracias do mundo, está num profundo processo de transição em que se sabe de onde se está partindo, mas pouco se sabe sobre pra onde se está indo. Talvez dê pra chamar, no mínimo, de última eleição da era Lula. Só que eu iria além. O país que vai às urnas agora já se afastou muito daquele que a Constituição de 1988 desenhou. Mais do que isso: muitas forças da nossa sociedade desafiam essa mesma Constituição e o que ela propõe e representa”. A análise no Cá entre Nós. (Meio)