
Fotos: Laurrent Gillieron, Sergio Lima / AFP e Marina Uezima / Brazil Photo Press via AFP
As convenções partidárias para as eleições presidenciais começaram nesta segunda-feira cercadas por impasses sobre alianças, candidaturas a vice e acordos estaduais. Diferentemente de pleitos anteriores, os principais partidos de oposição chegam ao início do período de oficialização das chapas sem consenso sobre temas considerados estratégicos, que deverão ser definidos até o encerramento das convenções, em 5 de agosto. A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cuja convenção está marcada para 25 de julho, em São Paulo, ainda não definiu quem ocupará a vaga de vice. A avaliação da pré-campanha é que a chapa deve incluir uma mulher. Já o Novo realizará sua convenção no dia 27, em Brasília, para oficializar a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. A definição do candidato a vice, porém, provavelmente será adiada e delegada à Executiva Nacional da legenda. O PSD, por sua vez, oficializa a candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, em 26 de julho, em São Paulo, quando também deve confirmar o presidente da legenda, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente. (Estadão)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrará oficialmente na campanha com vice definido e, provavelmente, com mais tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão do que Flávio Bolsonaro. O isolamento político provocado pelo afastamento de União Brasil e PP após o caso Dark Horse reduziu em cerca de 20% o tempo de exposição de Flávio. A campanha tenta reverter esse cenário com uma aliança com o Republicanos. Pelas regras atuais, pré-candidatos como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não terão direito à propaganda por não contarem com partidos que atingiram a cláusula de desempenho. (Folha)
Aliás... Lula avalia faltar a todos os debates na TV, durante o primeiro turno. O tema divide a cúpula do PT. Alguns temem que o presidente fique muito exposto às críticas sem poder rebater. (Folha)
Pois é... O partido Missão saiu na frente e oficializou a candidatura do empresário e coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, à Presidência da República. A convenção foi antecipada em relação à data inicialmente prevista, 1º de agosto, após a legenda alegar aumento das ameaças contra o candidato. Com a formalização da candidatura, Renan poderá solicitar à Polícia Federal a prestação de segurança durante a campanha. (CNN Brasil)
E uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira indica aumento da percepção de que o presidente Lula será reeleito em outubro. Segundo o levantamento, 55% dos entrevistados acreditam na vitória do petista, seis pontos percentuais acima dos 49% registrados em abril. No mesmo período, caiu de 32% para 25% a parcela que aposta na eleição de Flávio Bolsonaro. A pesquisa também aponta crescimento da expectativa de vitória de Lula entre segmentos em que a disputa era mais equilibrada. (g1)
O TSE informou que 158,7 milhões de brasileiros estarão aptos a votar no primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. O número representa um aumento de 2,3 milhões de eleitores, ou 1,5%, em relação ao pleito de 2022. Veja aqui quantos eleitores estão registrados em sua cidade. (Poder360)
Pedro Doria. “E hoje eu vou te contar a palavra que explica a eleição que começa agora: porta-voz. Está na carta em que Jair Bolsonaro ungiu Flávio — a carta que calou o pai até outubro. Sábado, o PL proclama um candidato sem vice, sem o pai no palco, com aval emprestado de um presidente argentino. E fica até o fim, porque tem uma história de 2018, com Lula preso e o partido do Zema, que desmonta as duas torcidas de uma vez.” A análise completa no Ponto de Partida. (Meio)