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Guerra no Oriente Médio se intensifica com ataques a embaixadas

Quarta, 04 de março de 2026


Guerra no Oriente Médio se intensifica com ataques a embaixadas

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Foto: 2026 Planet Labs PBC/AFP

O quarto dia de guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã foi marcado por uma série de ataques iranianos contra alvos americanos de alto valor simbólico. Apesar de não causarem estragos significativos, drones iranianos conseguiram romper as defesas aéreas de países do Golfo e atingiram duas embaixadas americanas e um consulado dos Estados Unidos no Kuwait, na Arábia Saudita e em Dubai. Além disso, um míssil balístico iraniano atingiu a base aérea de Al Udeid, no Catar — a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio. Não houve vítimas fatais, mas os ataques deixaram clara a capacidade do Irã em retaliar os ataques americanos e israelenses em diferentes países da região. Os ataques mostram que diante da superioridade militar de EUA e Israel, Teerã busca ampliar o campo de batalha para além de seu território. A estratégia inclui atingir infraestruturas de petróleo e gás em países vizinhos, fechar o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo e afetar o transporte aéreo na região, com o objetivo de pressionar as economias do Golfo e impulsionar os preços globais de energia e a inflação. (New York Times e CNN)

Enquanto isso, Estados Unidos e Israel continuaram com ataques massivos contra alvos militares e civis em território iraniano. No maior deles, um bombardeio israelense destruiu a sede da Assembleia dos Peritos, órgão responsável por eleger o líder supremo do Irã. A Assembleia é composta por 88 membros e é responsável por nomear, supervisionar e, se necessário, destituir o líder supremo. Fontes de defesa israelenses disseram não saber quantos integrantes estavam no local no momento da ofensiva. Já a emissora israelense Channel 12 informou que nenhum dos 88 membros estava no prédio, afirmando que apenas funcionários administrativos responsáveis pela contagem de votos estariam presentes. O número de mortes no Irã já passa de 700. (Times of Israel)

A sucessão no Irã, aliás, é uma divergência entre EUA e Israel. Após conclamar o povo iraniano a “tomar o poder”, Donald Trump agora diz ser ideal que “alguém de dentro do governo” assuma o comando do país, a exemplo do que aconteceu na Venezuela. Já o governo israelense afirmou que qualquer pessoa escolhida para governar o Irã será “um alvo para eliminação”. (AP)

Acompanhe aqui um mapa mostrando onde Estados Unidos, Israel e Irã focaram seus ataques. (CNN)

E nesta terça-feira o Irã realizou um funeral coletivo para 165 alunas e funcionários mortos em um ataque que, segundo Teerã, foi conduzido por Estados Unidos e Israel contra uma escola feminina na cidade de Minab, no sul do país. A tragédia foi criticada por organizações internacionais, incluindo a UNESCO, e pela ativista paquistanesa e Nobel da Paz Malala Yousafzai. (Al Jazeera)

Com o fechamento do Estreito de Ormuz e suas consequências econômicas que ameaçam ampliar os gastos com energia em todo mundo, o presidente americano Donald Trump afirmou que a Marinha americana pode passar a escoltar navios-tanque que atravessam a rota estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que, “se necessário”, a marinha iniciará a escolta “o mais rápido possível” para garantir o “fluxo livre de energia para o mundo”. A sinalização ocorre após a queda das ações e a disparada dos preços de energia, em meio a temores de interrupção prolongada nas exportações da região diante da escalada do conflito no Oriente Médio. (NBC News)

Trump, aliás, ameaçou interromper todo o comércio com a Espanha após o governo espanhol impedir o uso de bases militares no país em operações ligadas à ofensiva americana contra o Irã. Em declarações na Casa Branca, Trump afirmou que a Espanha foi “terrível” e sugeriu que Washington poderá “cortar todo o comércio”. “Não queremos ter nada a ver com a Espanha”, disse a jornalistas. Não está claro, contudo, se o governo americano levará adiante a ameaça ou de que forma poderia bloquear o comércio com um país integrante da União Europeia. (BBC)

Flávia Tavares: “A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, presidiu uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em meio a bombardeios de Israel e dos EUA no Irã. Em seu discurso, Melania falou sobre paz. Ela carregava duas mensagens de Donald Trump: a de que ele não se importa com a ONU e que, enquanto o mundo permitir, ele vai abusar de seu personalismo autocrático. E o mundo segue permitindo”. A análise completa no Cá entre Nós. (Meio)

No Meio Político desta semana, exclusivo para assinantes premium, Creomar de Souza analisa como a imprevisibilidade de Donald Trump e seu constante ataque às instituições responsáveis pela ordem internacional no pós-guerra, dentro e fora dos EUA, dificultam o trabalho de quem precisa elaborar análises de risco. Faça agora uma assinatura premium e receba o Meio Político hoje, às 11h



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