Vigilância Sanitária alerta para importância de possuirmos caixas d’água nas residências e estabelecimentos
A Vigilância Sanitária emitiu um alerta à população após o rompimento da adutora do sistema de abastecimento de água de São Bento do Sul, ocorrido na última sexta-feira (13), reforçando a importância de que residências e estabelecimentos comerciais possuam caixas d’água adequadamente instaladas e dimensionadas.
O incidente evidenciou o quanto somos vulneráveis diante de imprevistos e os impactos diretos na rotina da comunidade, como a interrupção no fornecimento de água potável para consumo, higiene e atividades econômicas. Diante desse cenário, o órgão destaca que a instalação de reservatórios domiciliares e comerciais é uma medida preventiva essencial para garantir o abastecimento em situações emergenciais.
Conhecida também como reservatório de água, a caixa d’água tem como principal função assegurar autonomia temporária no fornecimento, permitindo que famílias e empresas mantenham suas atividades mesmo durante eventuais falhas na rede pública. A recomendação é válida para imóveis residenciais e também para restaurantes, lanchonetes, hotéis, unidades de saúde, indústrias e demais estabelecimentos que dependem diretamente do uso contínuo de água em suas operações.
No caso específico dos estabelecimentos comerciais e de serviços, a legislação estadual é clara. O Decreto Estadual 31455 determina que os estabelecimentos devem dispor de reserva de água suficiente para, no mínimo, um dia completo de funcionamento. A medida visa garantir condições adequadas de higiene, segurança sanitária e continuidade das atividades, especialmente em setores ligados à alimentação e à saúde.
Além da instalação adequada, a Vigilância Sanitária reforça a necessidade de manutenção periódica dos reservatórios. A limpeza da caixa d’água deve ser realizada, no mínimo, a cada seis meses, ou em prazo menor caso haja indícios de contaminação, presença de sujeira ou alteração na qualidade da água. A higienização regular é fundamental para prevenir doenças e assegurar que a água armazenada permaneça própria para o consumo.
O órgão orienta ainda que a população busque informações técnicas para o correto dimensionamento da capacidade do reservatório, considerando o número de moradores ou o porte do estabelecimento, garantindo assim maior segurança hídrica e prevenção de transtornos em situações emergenciais.