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Padre Antônio Taliari
Jornalista (DRT 3847/SC)
Missionário em Rondônia, estudando em Curitiba/PR
EVANGELHO: Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judeia: "Convertei-vos, porque o Reino de Céus está próximo". João foi anunciado pelo profeta Isaias, que disse: "Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitar suas veredas"! João usava uma roupa feita de pêlos de camelos e cinturão de couro em torno dos rins; comia gafanhotos e mel do campo. Os moradores de Jerusalém, de toda a Judeia e de todos os lugares em volta do rio Jordão vinham ao encontro de João. Confessavam os seus pecados e João os batizava no rio Jordão. Quando viu muitos fariseus e saduceus vindos para o batismo, João desse-lhes: "Raça de cobras venenosas, quem vos ensinou a fugir da ira que vai chegar? Produzi frutos que provem a vossa conversão. Não penseis que basta dizer: 'Abraão é nosso Pai', porque eu vos digo: até mesmo destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão. O machado já está na raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo. Eu vos batizo com água para a conversão, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de carregar suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele está com a pá na mão; ele vai limpar sua eira e recolher seu trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará num fogo que não se apaga" (Mt 3,1-12).
João Batista é o último profeta do Antigo Testamento, símbolo de Elias, o primeiro, tão importante que é esperado para chamar o povo à conversão antes da vinda do Senhor (Ml 3,23ss.; Mt 17.12ss.). A função de João Batista é preparar o povo para o Senhor que vem. Enquadra-se com perfeição na galeria dos profetas bíblicos. Eles mantêm viva a promessa. Não insistem na obediência à Lei, no contexto da Aliança, mas, muito mais, impedem que a religiosidade decaia em lei, sem coração, sem pessoa humana, sem parceiro divino.
A religião não é simplesmente uma ideia a ser entendida ou uma ordem a ser executada, mas, sobretudo, comunhão a ser estabelecida e vivida entre o Outro divino e os outros humanos. Por isso, o profeta convida a "olhar para o alto" (Os 11,7), e erguer o olhar das realidades que estão no nosso nível ao rosto que as sustenta e as disponibiliza para nós. Quando se esquece disso, cai-se no fetichismo: a pessoa se apaixona pela aliança e se esquece do noivo!
João Batista está no limiar, na soleira, no vão da porta entre o passado e o futuro. Ícone do tempo da promessa que passa ao seu cumprimento é o Elias que deve vir (Ml 3,23), aliás, que já veio, mas não é reconhecido, como acontecerá, depois, com aquele que ele apresenta (Mt 17,10-13). Ponto de chegada do paciente trabalho, de Deus. João é o homem pronto para acolher o Senhor que prometeu, o Deus da promessa. A promessa para ele não é túmulo do passado, mas berço do futuro!
06/12/10 - Seg: Is 35,1-10 - Sl 84 - Lc 5,17-26
07/12/10 - Ter: Is 40,1-11 - Sl 95 - Mt 18,12-14
08/12/10 - Qua: Gn 3,9-15.20 - Sl 97 - Ef 1,3-6.11-12 - Lc 1,26-38
09/12/10 - Qui: Is 41,13-20 - Sl 144 - Mt 11,11-15
10/12/10 - Sex: Is 48,17-19 - Sl 1,1-2 - Mt 11,16-19
11/12/10 - Sáb: Eclo 48,1-4.9-11 - Sl 79 - Lc 17,10-13