7 de novembro de 2025
Lula quer ‘plano global’ e cria fundo bilionário pelo clima
Foto: Ricardo Stuckert/PR Em seu discurso de abertura da Cúpula dos Líderes, que antecede a COP30, em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a criação de um plano global para pôr fim ao uso de combustíveis fósseis e afirmou que acelerar a transição energética e proteger a natureza são as formas mais eficazes de conter o aquecimento do planeta. O tom contrasta com a aprovação pelo governo, no mês passado, da exploração de petróleo na Margem Equatorial, na Foz do Amazonas. Lula também voltou a cobrar responsabilidade dos países ricos. O presidente, que tem chamado o encontro de “COP da verdade", disse que a mudança do clima “é resultado das mesmas dinâmicas que, ao longo de séculos, fraturaram nossas sociedades entre ricos e pobres e cindiram o mundo entre países desenvolvidos e em desenvolvimento”. Por isso, em sua visão, “será impossível contê-la sem superar as desigualdades dentro das nações e entre elas”. Lula ainda criticou a própria Organização das Nações Unidas (ONU), ao declarar que “o regime climático não está imune à lógica de soma zero que tem prevalecido na ordem internacional”. (UOL) “As florestas valem mais em pé do que derrubadas.” Foi esse o argumento usado por Lula para, durante um almoço na Cúpula dos Líderes, lançar o Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). Hospedado pelo Banco Mundial, o fundo é a principal aposta do governo brasileiro na COP. O mecanismo cria um sistema de investimentos que remunera países e comunidades que preservam florestas tropicais. Diferente de modelos baseados em doações, o TFFF prevê aportes de governos e investidores privados em um fundo de capital misto, aplicado em ações e títulos. Os lucros, com retorno estimado em até 8%, serão divididos entre investidores e países participantes. Segundo Lula, 20% dos recursos irão para povos indígenas e comunidades locais, com pagamentos de US$ 4 por hectare preservado. (Globo) Por ora, o fundo soma cerca de US$ 5,5 bilhões em promessas, lideradas por Noruega (US$ 2,9 bi), França, Indonésia e Brasil (US$ 1 bi cada) e Portugal (1 milhão de euros). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comemorou que já foram levantados 50% dos US$ 10 bilhões que espera conseguir até o fim de 2026, quando termina a presidência brasileira na COP. A meta é de se conseguir US$ 125 bilhões (R$ 668 bi) no longo prazo. Mais de 50 países já manifestaram apoio ao fundo, embora poucos tenham, de fato, anunciado aportes. Confira quais nações já abriram os cofres. (Estadão) O pavilhão principal do evento ainda estava em obras nesta quinta-feira, com diversas estruturas da Blue Zone em processo de montagem. Outros problemas também foram encontrados pelos visitantes, como falta de água nos banheiros, falhas de transmissão e internet, além do calor intenso, com o ar condicionado aparentando estar desligado. Valter Correia da Silva, secretário extraordinário para a COP30 da Casa Civil, minimizou a situação, dizendo que o grande teste do evento acontece quando as pessoas chegam e começam a usar a estrutura. (Folha) Faltando apenas três dias para o início da COP30, 28 países ainda negociam reservas de acomodações em Belém, confirmou o secretário da COP, Valter Correia. Ele também afirma que 160 nações já estão com a hospedagem confirmada. O governo federal espera que mais de 180 países estejam com leitos garantidos até o início do evento, na segunda-feira. Para reforçar a capacidade de acolhimento, o governo contratou dois navios de cruzeiro, que chegaram da Itália, oferecendo até 6 mil dormitórios, dos quais 1.700 já foram reservados. (g1) Agentes da Polícia Federal já abateram 31 drones irregulares que foram avistados voando em áreas onde acontece a COP30. Ao todo, o sistema de monitoramento da PF já contabilizou 316 voos irregulares. O voo de drones está proibido nas áreas de interesse da conferência e da presidência, como nas proximidades do Aeroporto Internacional de Belém, no Parque da Cidade, nos portos de Miramar e Outeiro, além de locais onde o presidente Lula estiver. (Globo) O ano de 2025 está próximo de se tornar o segundo ou o terceiro mais quente da história, mantendo a tendência de aquecimento apresentada na última década, afirmou a Organização Meteorológica Mundial (OMM). O documento divulgado a poucos dias da abertura oficial da COP30 mostra que concentrações de gases do efeito estufa e o calor nos oceanos atingiram níveis sem precedentes. Apesar de ser “praticamente impossível limitar o aquecimento global a 1,5 °C nos próximos anos”, a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, ressalta que “ainda é totalmente possível e essencial reduzir as temperaturas para 1,5 °C até o final do século”. (Metrópoles) COP
Para ler com calma. Presente na grande maioria das embalagens que consumimos, como garrafas de água e sacos de salgadinho, o plástico é um material reciclável, mas isso não significa que todo recipiente coletado será reciclado. Alguns desses invólucros têm baixa reciclabilidade, devendo ser separados para uma destinação adequada. Um exemplo são as garrafas PET coloridas, que ficam pretas no processo, fazendo com que apenas 30% delas sejam reaproveitadas em novas embalagens. A ONU estima que apenas 9% de todos os plásticos já fabricados foram reciclados. (g1) Meio em vídeo. O que te motiva em um dia sem energia? No programa Dou-lhe Duas, Flávia Tavares e Pietra Príncipe conversam sobre o que fazem para melhorar o humor e revelam alguns rituais que ajudam a levantar o astral. Confira! (YouTube) Trabalhamos com três grandes compromissos: fazer um jornalismo independente e confiável; entregar a informação que você precisa em texto, vídeo ou áudio e defender a democracia. Políticos, ativistas e cientistas políticos de diversos matizes ideológicos escrevem e são entrevistados pelo nosso time. E só conseguimos ser esta plataforma plural por causa do seu apoio. Assine o Meio Premium e experimente o melhor da nossa produção.
PolíticaApós determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou a abertura de um novo inquérito para investigar esquemas de lavagem de dinheiro e a infiltração de facções e milícias no poder público do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada no âmbito da ADPF das Favelas, da qual Moraes tornou-se relator temporário após a Operação Contenção, que deixou 121 mortos no estado. Rodrigues afirmou que a PF já atua em frentes contra o crime organizado no Rio, mas que, com a decisão do Supremo, vai “instaurar esse e quantos inquéritos forem necessários”. (CNN Brasil) Uma carta aberta, assinada por cinco ex-ministros da Justiça, recomenda que, “no limite que chegamos”, Lula assuma “pessoal e diretamente” a condução da crise provocada pela operação policial no Rio, por meio de uma Secretaria Especial da Presidência com status ministerial. No documento, Nelson Jobim, Miguel Reale Jr., Aloysio Nunes e José Carlos Dias, que ocuparam o cargo no governo Fernando Henrique Cardoso, e Tarso Genro, ex-ministro de Lula, classificaram a ação como “mal preparada”, “mal explicada” e “inadequada”. “O fato de alguém ter antecedentes criminais não significa — em um Estado Democrático de Direito — licença para sua eliminação sumária”, afirmam. O governo fluminense não se pronunciou sobre o documento. (Folha) O ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido do governo do Distrito Federal para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passe por avaliação médica. O exame havia sido solicitado para verificar se ele teria condições de cumprir eventual prisão no Complexo da Papuda. Moraes entendeu que o pedido não cabe neste momento processual e determinou sua retirada da ação penal que trata do chamado “núcleo crucial” da trama golpista. O local de cumprimento da pena só será definido após o fim dos recursos. A Primeira Turma do STF começa a analisar o primeiro deles hoje, em sessão virtual, e há expectativa de que a execução da pena seja determinada até o fim do ano. (g1) Enquanto aguarda o julgamento no STF do recurso à sua condenação na trama golpista, Bolsonaro ainda enfrenta episódios de soluço, embora menos frequentes. Segundo aliados, ele tem conseguido conversar normalmente, manter uma rotina de exercícios e alimentação equilibrada. Apesar de seguir apreensivo com o futuro, tem tentado demonstrar bom humor. (Folha) |